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Grécia: Líder da oposição rejeita novas medidas que não promovam o crescimento económico

O primeiro-ministro grego esteve esta manhã reunido com os líderes dos principais partidos políticos para apresentar as novas medidas de austeridade.

Ana Luísa Marques anamarques@negocios.pt 24 de Maio de 2011 às 12:37
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O novo pacote de austeridade foi, ontem, aprovado em conselho de ministros mas as medidas só serão públicas assim que a missão da União Europeia e do Fundo Monetário Internacional terminar a actual análise da implementação do programa de ajuda externa aprovado em Abril de 2010.

Entretanto, o governo liderado por George Papandreou esteve esta manhã reunido com os líderes dos principais partidos da oposição para lhes apresentar as medidas aprovadas ontem pelo executivo.

O líder do principal partido da oposição, Antonis Samaras (à esquerda na foto), afirmou no final do encontro que rejeita novas de medidas de austeridade que não promovam o crescimento económico do país.

Além do pacote de austeridade, o governo grego anunciou ontem que vai acelerar o plano de privatizações. De acordo com o ministro das Finanças, George Papaconstantinou, o país vai vender o mais rápido possível, parte ou a totalidade das participações que detém na companhia de telecomunicações OTE, no Postbank, nos portos de Atenas e Salónica e na companhia das águas.

Este pacote de austeridade – no valor de seis mil milhões de euros - é o quinto num espaço de um ano e chega numa altura em que aumentam os rumores de que a Grécia terá que reestruturar, ou pelo mesmo recalendarizar, a sua dívida pública.

Esta hipótese tem sido, totalmente, rejeitada pelo governo grego e pelo Banco Central Europeu. Esta manhã, o membro do BCE, Christian Noyer, afirmou que avançar com uma reestruturação da dívida grega representa uma "história de horror" que a autoridade monetária não pode aceitar. "Não há solução possível" para a Grécia além de continuar com o programa de austeridade, disse Christian Noyer.

No entanto, o ministro das Finanças já afirmou que caso o país não receba a quinta tranche de ajuda externa, no valor de 12 mil milhões de euros, até 26 de Junho, declarará bancarrota. "A verdade é muito difícil e se não recebermos o dinheiro até 26 de Junho, seremos obrigados a fechar a loja e a declarar a impossibilidade de pagar as nossas obrigações", disse George Papaconstantinou numa entrevista exclusiva ao canal privado Skai, de Atenas, citada pela agência espanhola EFE.
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