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Guilherme Silva: Recusa de João Jardim é "razoável e compreensível"

Guilherme Silva mostrou esperança na possibilidade do governo da República "encontrar o patamar de rigor e de exigência, mas de exequibilidade do programa que se vai fixar para a Madeira".

Lusa 12 de Janeiro de 2012 às 11:26
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O deputado madeirense Guilherme Silva disse hoje à agência Lusa ser "perfeitamente razoável e compreensível" que o presidente do Governo Regional da Madeira se recuse a assinar um programa inexequível para a região.

Alberto João Jardim afirmou na quarta-feira que não assina nenhum plano de assistência financeira "inexequível" para a região, anunciando que pode acontecer uma "crise política" pela falta do documento.

"Quando o presidente do governo diz que não assina, diz que não assina um programa que não tenha estas características de exequibilidade e que à partida se perceba que vai conduzir a situação de incumprimento", defendeu o deputado do PSD.

Guilherme Silva considerou "perfeitamente razoável e compreensível" a posição de Alberto João Jardim e mostrou esperança na possibilidade do governo da República "encontrar o patamar de rigor e de exigência, mas de exequibilidade do programa que se vai fixar para a Madeira".

"Os dados que até agora estavam em cima da mesa e que foram objecto de contrapropostas da região não eram exequíveis e aquilo que se quer evitar é que haja uma tendência excessiva de impor um programa que a região não tenha capacidade de cumprir", indicou o social-democrata.

Lembrando que a região está a fazer um "esforço brutal" para honrar os seus compromissos, Guilherme Silva sublinhou que a resolução deste tipo de negociações "é muitas vezes fácil por prolongamento de um prazo ou por redução de uma taxa de juro".



Na tomada de posse dos novos órgãos sociais da Associação de Jovens Empresários da Madeira, Jardim considerou que a alternativa à "não assinatura" é a falta de liquidez e a Região cair num descalabro maior, considerando, no entanto, que será maior esse dano "se daqui a seis meses não se conseguir cumprir o acordo".



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