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José de Matos: Aumento de capital da CGD facilita financiamento da economia

O presidente executivo da CGD, José de Matos, considerou hoje que o banco público ficará em melhores condições para financiar a economia depois do aumento de capital, mas escusou-se a revelar detalhes sobre o processo.

Lusa 27 de Fevereiro de 2012 às 18:07
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"A CGD terminou o ano de 2011 com uma situação de solvabilidade e de solidez bastante boa, com o rácio 'core tier 1' nos 9,4 por cento, portanto, é um banco bem capitalizado. Fará um aumento de capital para satisfazer as exigências regulatórias europeias e nacionais nesta matéria. E dessa forma estará genericamente melhor preparada para poder continuar a fazer o que tem feito, isto é, financiar a economia portuguesa", afirmou o responsável.

José de Matos, que falava aos jornalistas à margem da cerimónia de entrega dos prémios das "1000 melhores PME", da revista Exame, que decorreu em Lisboa, não quis precisar se a Caixa Geral de Depósitos (CGD) poderá recorrer à linha dos 12 mil milhões de euros da 'troika', nem esclareceu quais os montantes envolvidos no aumento de capital.

Mais tarde, durante o discurso de introdução aos prémios, o banqueiro considerou que "a diminuição da procura de crédito é normal", realçando que "os recursos financeiros disponíveis têm que ser criteriosamente distribuídos pela economia".

José de Matos disse que a CGD "é o parceiro principal no apoio às empresas", salientando que a descida homóloga de 0,6 por cento no crédito concedido às empresas em 2011 foi "uma pequena quebra quando comparada com a verificada nos outros principais bancos".

E reafirmou que "a CGD está em condições de apoiar as boas empresas. Não importa se são grandes ou pequenas, que actuem no mercado interno ou externo. A grande distinção está em se são boas ou más. Para as boas, o financiamento bancário existirá sempre".

Segundo o gestor, dada a actual situação do país, "as empresas, tal como o Estado e as famílias, têm que fazer o seu trabalho de casa. Tal como o sector financeiro também tem que o fazer".

Por seu turno, Pinto Balsemão, presidente do Grupo Impresa (que detém a revista Exame), destacou na ocasião que os prémios para as melhores PME são uma forma de contrariar o pessimismo que varre a economia portuguesa: "Muitas destas empresas são exemplos positivos de que, apesar da crise, é possível atingir bons resultados".

Segundo Balsemão, os portugueses têm "tendência para dizer mal", ignorando os aspectos positivos do país.

Já sobre a questão do financiamento das pequenas e médias empresas (PME), que têm sentido dificuldades crescentes no acesso ao crédito, o responsável disse que "a banca está a receber uma boa ajuda do Banco Central Europeu (BCE) para resolver a questão da liquidez" e, apontando para as linhas especiais de crédito para PME que alguns bancos lançaram no mercado, Balsemão disse que "é por aí que se deve seguir".

A PEGOP, que gere duas refinarias eléctricas em Portugal, foi a grande vencedora da edição de 2010 dos prémios da Exame (que se atrasaram uma edição, devido ao fecho de contas, mas que são atribuídos desde há 17 anos). Paulo Almirante, administrador delegado da PEGOP, considerou que este género de iniciativas são "positivas", já que "dão reconhecimento ao trabalho que é feito pelas empresas no dia-a-dia, muitas vezes, face a ambientes difíceis".

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