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Juros da Grécia sobem com aumento da especulação de reestruturação de dívida

A taxa de juro das obrigações gregas está a subir na generalidade dos prazos. A pressionar está o receio de que o país se veja obrigado a reestruturar o pagamento da dívida.

Hugo Paula hugopaula@negocios.pt 16 de Maio de 2011 às 10:53
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Os juros das obrigações a dois anos avançam 11,6 pontos para 25,010%, enquanto a taxa de juro da dívida a cinco anos ascende cinco pontos base para 1,6,382%. Na maturidade de 10 anos juros sobem 14, 3 pontos base para 15,585%, segundo as taxas de juro genéricas da Bloomberg.

As excepções são os prazos a três e a oito anos. No prazo de três anos os juros descem 1,1 pontos base para 23,980%, enquanto a oito anos a “yield” cai 1,6 pontos base para 16,266%.

A pressionar o valor das obrigações, cujo preço oscila em sentido contrário ao dos juros, está especulação de que a Grécia irá prolongar a maturidade da sua dívida. O país poderá pedir, hoje na reunião de ministros das Finanças da Europa, um aumento do montante das ajudas que ascendem já a 110 mil milhões de euros. Em alternativa poderá pedir uma extensão do prazo de pagamento da dívida.

Em troca os parceiros europeus querem que a Grécia aumente as garantias que dá em troca dos empréstimos.

Uma extensão do prazo de pagamento da dívida teria de evitar uma “saída dos privados das suas posições”, transferindo os custos da reestruturação para os contribuintes, disse o ministro das finanças alemãs, Wolfgang Schäeuble, citado pela Bloomberg. “Se houver uma extensão [do prazo de pagamento], então todos têm de receber uma extensão”.

Agora as negociações terão de decorrer sem a presença do líder do Fundo Monetário Internacional. Dominique Strauss-Kahn, foi detido em Nova Iorque na sequencia de uma queixa por sequestro e tentativa de violação.

“É bastante óbvio que este programa não vai funcionar e que a Grécia vai ter de receber ajuda e vai haver uma reestruturaçãp da dívida”, disse o membro sénior da Brooklin Institution. “A presunção era de que com Strauss-Kahn na liderança, o FMI não iria virar as costas à Europa, que o FMI iria continuar a apoiar a Europa. Agora, sem o Strauss-Kahn, essa proposição torna-se dúbia”.
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