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Krugman: Caminho de Portugal é "longo e doloroso"

O Nobel da Economia de 2008, Paul Krugman, considera que Portugal tem um caminho "longo e doloroso" à sua frente. E não há muito que o Governo português possa fazer para minorizar os estragos causados pela austeridade.

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"O caminho de Portugal é longo e doloroso", afirmou o economista, que veio a Portugal receber doutoramentos honoris causa de três universidades diferentes. "Percebo o que se está a fazer. A austeridade é necessária, mas não se deve ir mais longe", ressalvou.

Em relação às comparações com a Grécia, Krugman diferenciou as duas situações, frisando que não estão na mesma "divisão". "A situação não é tão má como a da Grécia, mas a verdade é que nos mercados Portugal é visto como o segundo país mais arriscado, portanto há muita pressão".

Formas de sair daqui? Para Krugman, a Grécia está quase irremediavelmente perdida. Vai "provavelmente entrar em Default e sair do euro". Em relação a Portugal, o economista estima uma probabilidade de 75% de continuar na moeda única. "Mas não posso dar garantias", notou.
O problema, explicou, é a assimetria entre a situação da periferia, e a alemã. "A periferia não tem muitas opções. Os Governos podem fazer microajustamentos ou sair do euro". Para a Alemanha, por outro lado, há mais opções. "A Alemanha devia seguir uma política orçamental expansionista, acompanhada de um política de 'dinheiro fácil' por parte do BCE. Isso poderia ajudar muito".

Krugman rejeitou ainda a ideia de que a Irlanda esteja a ser um caso de sucesso. "Vocês não querem ser a Irlanda", afirmou, lembrando o facto de Dublin ainda não ter regressado aos mercados e o respectivo PIB ter caído imenso desde o início da crise.








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