Outros sites Cofina
Notícias em Destaque
Notícia

Luís Amado: "Há outras opções de governo mas não há outro caminho"

Antigo ministro dos Negócios Estrangeiros defende a abertura do PS para dialogar com o Governo nos cortes da despesa e alerta que Portugal corre o risco de sair do euro se não cumprir com os credores. Sobre a relação com José Sócrates, assume divergências mas garante que nunca se deixaram de falar.

Negócios negocios@negocios.pt 14 de Novembro de 2012 às 09:32
  • Assine já 1€/1 mês
  • 18
  • ...
Luís Amado, antigo ministro dos Negócios Estrangeiros de José Sócrates, defende que Portugal deve renegociar o actual programa de ajustamento, mas alerta que não há outro caminho que não seja cumprir.

“Há outras opções de governo mas não há outro caminho. O outro caminho é o de saída do euro”, afirmou Luís Amado em entrevista concedida ontem à noite à TVI24.

O actual “chairman” do Banif não exclui que Portugal venha a precisar de um segundo resgate. “É um cenário que não pode ser afastado”, disse Amado, acrescentando que o “governo deve procurar cumprir os compromissos a troika, mas os credores também não têm interesse nenhum em que País chegue ao colapso”.

Na mesma entrevista, Amado defendeu a abertura do PS para dialogar com o governo nos cortes da despesa, alertando que o estado social, como foi implementado na Europa “não pode viver a crédito e tem que se adaptar às condições” económicas.

Apelou ainda à responsabilidade do PS, que “não deve pedir eleições antecipadas de forma alguma”, pois “este governo tem que cumprir o seu mandato, garantindo as condições de estabilidade social e política e o funcionamento regular das instituições”.

Luís Amado assume divergências com Sócrates, na recta final do último Governo, mas garante que os dois responsáveis nunca deixaram de se falar. Acrescentou que Sócrates é um amigo e que se disseram “muitas injustiças” sobre o antigo primeiro-ministro, que diz ser um “homem bom”.

O ex-ministro mostra-se perplexo com a degradação das condições de vida dos portugueses e acredita que a greve geral terá um grande impacto. “Não me espantaria que a greve geral tivesse um grande impacto”, afirmou. “Não deixo de com muita perplexidade encarar a degradação das condições de vida”, disse.

Ver comentários
Saber mais Luís Amado
Outras Notícias