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Mais dinheiro da troika alivia pressão de regresso aos mercados, dizem economistas

Portugal vai receber mais três a quatro mil milhões de euros da troika. Economistas acreditam que a elevação do empréstimo aliviará pressão de regresso aos mercados.

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Marlene Carriço marlenecarrico@negocios.pt 11 de Janeiro de 2013 às 11:34

O empréstimo da troika a Portugal vai subir de 78 mil milhões de euros para 81 a 82 mil milhões de euros, como noticia esta sexta-feira o Negócios. São mais três a quatro mil milhões resultantes de alterações cambiais, por um lado, e alterações técnicas, por outro. Economistas acreditam que este montante permitirá aliviar a pressão de regresso aos mercados.

 

"Este ligeiro aumento dá alguma margem de manobra ao Tesouro e retira alguma pressão de regresso imediato aos mercados", disse ao Negócios Paula Carvalho, economista do BPI, explicando que o aumento do empréstimo "permite acomodar melhor as necessidades de financiamento do tesouro este ano, que não são completamente satisfeitas pelos fundos que vêm da troika, como possivelmente em 2014".

 

Porém, tal não significa que "o Tesouro não decida ir ao mercado este ano e marcar presença porque as nossas taxas de dívida pública estão em níveis bastante confortáveis", fruto da melhor percepção por parte dos investidores internacionais.

 

Uma análise partilhada pelo economista Nuno Teles, que também acredita que este acréscimo de três a quatro mil milhões poderá "ajudar a aliviar" a pressão de regresso aos mercados.

 

O aumento do empréstimo a Portugal, que não terá qualquer contrapartida, resulta de dois factores. Por um lado, e no que diz respeito à tranche que vem do Fundo Monetário Internacional (FMI), de alterações cambiais que fizeram com que a moeda compósita (SDR) valorizasse face ao euro. E assim o montante do empréstimo sobe de 26 mil milhões para 27,8 mil milhões.No que diz respeito ao empréstimo do FEEF, alterações técnicas levaram a um aumento do empréstimo de 26 mil milhões para 27,5 mil milhões.

 

A estas duas fatias acrescem 26 mil milhões do Mecanismo Europeu de Estabilidade Financeira (financiamento da UE).

 

Quando questionados sobre se este aumento do empréstimo poderá aliviar aqueles que são os cortes que o Estado terá de fazer na despesa (de quatro mil milhões de euros até 2014), ambos afastaram a ideia.

 

"Não me parece, por que o corte de quatro mil milhões tem a ver com objectivos de défice para o futuro e estes três a quatro mil milhões são para amortização e plano de pagamentos de dívida que vai aparecendo. São coisas independentes", explicou Nuno Teles.

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