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Marco António Costa discorda "frontalmente" da opinião do FMI sobre o salário mínimo

O coordenador da Comissão Política Nacional do PSD, Marco António Costa, discorda "frontalmente" da oposição do Fundo Monetário Internacional (FMI) ao aumento do salário mínimo e referiu que Portugal "caminha para um espaço de liberdade".

Miguel Baltazar/Negócios
Lusa 22 de Abril de 2014 às 17:20
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"Nós respeitamos sempre as opiniões de todas as instituições. É sabido que eu tenho há muito tempo uma divergência latente com muitas das posições do FMI. Discordo frontalmente dessa opinião do FMI sobre o salário mínimo", declarou Marco António Costa à agência Lusa.

 

A este propósito, o porta-voz e coordenador da Comissão Política Nacional do PSD assinalou que se aproxima a conclusão do programa de resgate a Portugal: "Nós respeitamos muito as opiniões do FMI, mas é importante percebermos que o País caminha para um espaço de liberdade. Agradecemos muito a ajuda que nos foi dada pela troika, mas não queremos prescindir do nosso espaço de liberdade".

 

Marco António Costa acrescentou que o PSD subscreve a importância de haver "consenso quanto

Nós respeitamos muito as opiniões do FMI, mas é importante percebermos que o País caminha para um espaço de liberdade. Agradecemos muito a ajuda que nos foi dada pela troika, mas não queremos prescindir do nosso espaço de liberdade.
 
Marco António Costa

à política de rendimentos", num contexto que alegou ser de "transição para um novo ciclo de crescimento económico, com descida do desemprego e aumento do emprego".

 

O porta-voz do PSD apelou à "disponibilidade dos agentes políticos e parceiros sociais" para "construir um quadro de previsibilidade e a estabilidade relativamente ao futuro" sobre "a actualização da política de rendimentos associada à produtividade".

 

O dirigente social-democrata dirigiu-se em especial ao PS, a quem pediu que "abandone o auto isolamento e passe a ser um agente disponível para o diálogo político".

 

Quanto à eventual diminuição do IRS, o porta-voz do PSD considerou que não existe nenhum problema dentro do executivo PSD/CDS-PP: "Não vejo que haja". No seu entender, nesta matéria o Governo seguirá uma "metodologia de análise muito séria, como aconteceu com o IRC".

 

Questionado sobre o possível aumento da taxação sobre produtos nocivos para a saúde, Marco António Costa desvalorizou o assunto: "Parece-me que há um ponto de referência que é a taxação do tabaco e do álcool. Admito que seja uma matéria menor. Devemos olhar para as grandes questões, em vez de para as pequenas quezílias".

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