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Maria Luís Albuquerque: Portugal antecipa pagamentos de 2 mil milhões ao FMI enquanto a Grécia “os adia”

A ministra das Finanças anunciou na noite de Sábado, no Cadaval, que o Governo vai, ao contrário da Grécia, antecipar este mês o pagamento de dois mil milhões de euros ao Fundo Monetário Internacional (FMI) para poupar nos juros.

Maria Luís Casanova Morgado Dias de Albuquerque – Ministra de Estado e das Finanças;
Bloomberg
Negócios com Lusa 07 de Junho de 2015 às 12:54
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A ministra das Finanças anunciou na noite de Sábado, no Cadaval, que o Governo vai, ao contrário da Grécia, antecipar este mês o pagamento de dois mil milhões de euros ao Fundo Monetário Internacional (FMI) para poupar nos juros.

 

"Vamos reembolsar antecipadamente perto de dois mil milhões de euros ao FMI para poupar nos juros e fazemos este reembolso antecipado porque, com o nosso trabalho, conseguimos que os juros que pagamos no mercado da dívida sejam efectivamente mais baixos", afirmou Maria Luís Albuquerque.

 

A ministra das Finanças, que falava durante um jantar com militantes da distrital do PSD/Oeste, no concelho do Cadaval, adiantou que o Governo "já iniciou os procedimentos" para fazer o reembolso antecipado "ainda este mês".

 

Após o reembolso antecipado de 6,6 mil milhões de euros do empréstimo do FMI, que foi concretizado em Março, o Governo já tinha anunciado que pretendia aumentar o reembolso total este ano para 10,6 mil milhões. Ou seja, pagar mais 4 mil milhões de euros este ano.

 

O objectivo é pagar 7,8 mil milhões em 2016 e 6,9 mil milhões em 2017, aproveitando o ambiente de juros baixos no mercado. Desta forma, o instituto liderado por Cristina Casalinho não tem de realizar qualquer pagamento entre 2018 e 2020, além de que reduz parte da amortização de 2021. 

 

Portugal e a Grécia

 

"Se a situação exterior é assim tão favorável, basta compararmo-nos com outro país da Europa que, em vez de antecipar pagamentos ao FMI, os adia", sublinhou a governante dirigindo-se ao PS que, lembrou, foi um dos partidos da esquerda a fazerem "referências elogiosas ao Governo" grego, liderado por Alex Tsipras.

 

A ministra das Finanças explicou que a antecipação das prestações para diminuir a dívida externa é possível graças ao "caminho de responsabilidade" que o Governo PSD/CDS-PP tem vindo a seguir, no sentido de reduzir a despesa e o défice que, recordou, era "superior a 11% do Produto Interno Bruto" quando o actual Governo entrou em funções, e que deverá ser inferior a 3% no final deste ano.

 

Do lado da despesa, sublinhou a redução do peso do Estado, dando como exemplos a poupança de 22 milhões de euros nos últimos quatro anos, com os automóveis oficiais do Estado, optando por gamas "mais baratas".

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