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Miguel Frasquilho: Se nada for feito "estamos à beira de uma catástrofe económica e financeira"

Miguel Frasquilho considera que os responsáveis políticos europeus e o Banco Central Europeu não têm feito tudo o que é possível para minorar as consequências da crise. Se nada for feito nos próximos dias, estaremos à beira do precipício, garante.

Rita Faria afaria@negocios.pt 17 de Maio de 2012 às 19:07
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Miguel Frasquilho, vice-presidente da área de Economia do grupo parlamentar do PSD, defendeu hoje a urgência de uma actuação rápida por parte dos responsáveis europeus, para travar o caos instalado nos mercados, e os perigos que estão a ameaçar os pilares da Zona Euro.

“O acto eleitoral na Grécia teve um efeito catalisador para uma profunda falta de confiança na conjuntura europeia”, afirmou. “A isso juntamos uma acção descoordenada e muito comprometedora dos responsáveis políticos europeus. Gostava de lhes chamar líderes mas acho que eles não estão à altura, por isso chamo responsáveis políticos”.

Portugal não estava preparado para entrar no euro

Frasquilho considera que as condições estão a tornar-se mais difíceis “porque os responsáveis políticos e o Banco Central Europeu não têm feito tudo o que podiam para minorar as consequências”.

“Não sei onde vamos parar. Se a Grécia sai do euro não sei o que vai acontecer. Nos próximos dias, se não houver uma actuação dos responsáveis políticos europeus, e do BCE, que possa inverter esta situação, nós estamos à beira de uma catástrofe económica, financeira e social como não há dimensão”.

Quanto a Portugal, o deputado do PSD sublinha que, sozinho, “Portugal pode fazer muito pouco” para evitar a tragédia.

Frasquilho defende que Portugal não estava preparado para entrar no euro, e que devia ter feito reformas estruturais em áreas como a Justiça, o mercado de trabalho, ou o mercado de arrendamento, há uma década atrás. “Estamos a actuar agora com mais de dez anos de atraso”, reforçou.

“Portugal tem um consenso relativamente amplo, e isso é um forte activo. Este consenso que continua a vigorar permite-nos ter alguma esperança que Portugal estará mais bem preparado no futuro”. No entanto, sublinha, “há dez anos teria sido com muito menos dor”.


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