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"Não há nenhum regresso antecipado aos mercados"

Pedro Passos Coelho esclareceu que o Governo não está a preparar um “regresso antecipado aos mercados”, apesar de ter afirmado esta manhã, em Paris, que Portugal precisa de "levar mais longe a estratégia de regresso ao mercado".

Eva Gaspar egaspar@negocios.pt | Lusa 17 de Janeiro de 2013 às 17:06
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Confrontado com a notícia avançada hoje pelo "Diário Económico" - de que o Governo está a preparar o regresso aos mercados nos próximos dias – o primeiro-ministro garantiu que “não há nenhum regresso antecipado aos mercados”.

 

"Nós sempre previmos que Portugal regressasse aos mercados em termos de médio e longo prazo ao longo de 2013. O que nós pretendemos é fazer um retorno ao mercado em condições de qualidade, e que nos garantam as melhores taxas de juro", disse o primeiro-ministro à agência Lusa.

 

O primeiro-ministro explicou ainda que "o ambiente que se vive hoje em Portugal e na Europa aconselha a que se defina uma estratégia de regresso aos mercados bem-sucedida, aproveitando estas condições". "Foi o caso da Irlanda, é o caso de Portugal. É só disso que se trata", concluiu.

 

Pedro Passos Coelho afirmou esta manhã, durante uma conferência de imprensa conjunta com o Presidente francês François Hollande, que o Governo tem estado a preparar o regresso aos mercados de dívida de longo prazo, mas disse também que, para ser bem-sucedido nessa etapa, o País precisará do apoio da Europa que terá ajudado ao recente regresso da Irlanda às emissões de dívida pública.

 

“Precisamos de levar mais longe a nossa estratégia de regresso aos mercados” e “procuraremos, como não pode deixar de ser, de fazer emissões de longo prazo e obter o apoio dos nossos parceiros que nos permita fazer esse regresso aos mercados de forma bem-sucedida”, afirmou o primeiro-ministro.

 

Passos Coelho acrescentou que, no quadro desse desejável apoio europeu, “anunciaremos em breve medidas necessárias ao regresso aos mercados”.

 

Em resposta à pergunta sobre se Portugal merece ser compensado com a flexibilização do seu programa pelos bons resultados obtidos – que remete para as declarações da semana passada de Jean-Claude Juncker, o ainda presidente do Eurogrupo – o primeiro-ministro afirmou que “à medida que os países vão cumprindo os seus programas devem ser apoiados na sua intenção de regressar aos mercados”. “Isso começou com a Irlanda”, que iniciou o seu programa de assistência seis meses antes, “e acontecerá agora também com Portugal”, disse.

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