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"Não é de um dia para outro que gozaremos de todos os benefícios de sermos autónomos"

Pedro Passos Coelho levou cerca de 15 minutos para dizer que o Conselho de Ministros optou pela saída sem programa cautelar, mas deixou o aviso que não será de um dia para o outro que os benefícios acontecerão.

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Alexandra Machado amachado@negocios.pt 04 de Maio de 2014 às 20:25
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Pedro Passos Coelho, primeiro-ministro, anunciou este domingo, 4 de Maio, a saída do programa de ajustamento, não recorrendo ao cautelar. É a chamada saída limpa.

 

No entanto, Passos Coelho deixou o recado. "Há um longo caminho para percorrer e não é de um dia para o outro que gozaremos de todos os benefícios de sermos autónomos". Deixou também a ideia de que o caminho seguido até aqui é para continuar. "Não é a hora para voltar para trás. Não seria aceitável deitar tudo a perder".

 

Por isso, deixou a promessa: "o meu compromisso para convosco é o de não seguir uma política de estagnação e irrresponsabilidade que nos conduziu para o precipício e liderar o processo de mudança reformista para trazer prosperidade, corrigir injustiças e desigualdades". O caminho será o mesmo: "precisamos da mesma determinação e realismo que demos provas durante estes três anos, mas olhamos para a frente com a esperança renovada, sem as incertezas  dos últimos anos".

 

Passos Coelho reconheceu os sacrifícios feitos pela generalidade dos portugueses e não se esqueceu de os enumerar: pensionistas, jovens, funcionários públicos, trabalhadores do privado, desempregados, emigrantes.

 

"Todos os portugueses sofreram efeitos dolorosos de uma crise que poderia e deveria ter sido evitada", acrescentou, admitindo que "as dificuldades persistem para muitas famílias e o crescimento ainda não se traduziu numa melhoria do dia-a-dia", mas hoje "é claro que os sacrifícios não foram um fim em si mesmo e podemos alcançar resultados que ambicionamos". 

 

Na mesma declaração em que anunciou a saída sem programa cautelar da ajuda externa, Passos Coelho assumiu que o caminho ainda não acabou e que é para continuar. 

 

Passos Coelho explicou a opção pela saída limpa pelo caminho que diz ter trazido solidez às finanças públicas, garantiu a sustentabilidade e competitividade da economia. Por outro lado, "a estratégia de regresso aos mercados foi bem sucedida, fizemos enormes progressos de consolidação orçamental e recuperamos credibilidade". Por isso, esta escolha é também, acrescentou, "alicerçada no apoio dos nossos parceiros europeus".

 

(Notícia actualizada às 20h38 com mais declarações)

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