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Noyer acredita que ajuda a países em crise não será afectada pelo escândalo no FMI

Noyer comenta a detenção de Strauss-Khan e acredita que a ajuda a Portugal não será afectada pelos últimos acontecimentos que envolvem o presidente do FMI. Já relativamente ao caso da Grécia, Nowotny considera que não será apresentada uma solução para o país até a Grécia apresentar um relatório com os últimos desenvolvimentos.

Andreia Major amajor@negocios.pt 16 de Maio de 2011 às 11:33
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Os esforços da União Europeia e do Fundo Monetário Internacional para ajudarem os países afectados pela crise da dívida não serão afectados pela detenção do líder do FMI, Dominique Strauss-Khan. Quem o disse foi Noyer, governador do Banco de França e membro do conselho do BCE.

Também Ewald Nowotny, membro austríaco do BCE, comentou a actual situação dos países que estão a receber apoio por partes das instituições. O responsável afirmou que uma solução para a Grécia só será definida quando o país apresentar um relatório com os últimos desenvolvimentos orçamentais do país.

Strauss-Khan foi detido na noite de Sábado em Nova Iorque, devido à acusação de que terá tentado, horas antes, violar uma empregada de um hotel em Nova Iorque. O director-geral do FMI foi detido já dentro do avião, quando este estava prestes a partir para Paris.

Strauss-Kahn foi acusado de agressão sexual a uma empregada de um hotel de Times Square. De acordo com os relatos de um polícia ao jornal norte-americano “New York Times”, a empregada entrou no quarto de Strauss-Kahn às 13h00, tendo este saído da casa de banho totalmente nu e tentado violar a mulher, de 32 anos, que conseguiu libertar-se.

Quando a polícia chegou ao hotel, o presidente do FMI já não se encontrava, tendo partido para o aeroporto. A empregada foi levada para o hospital com ferimentos ligeiros.

A notícia ocorre numa altura de grande importância no panorama internacional e do FMI, devido aos resgates de três países europeus no espaço de um ano e à reforma do sistema financeiro mundial.

Líder do FMI há mais de três anos, Strauss-Kahn é casado com uma conhecida jornalista televisiva, Anne Sinclair. Já no passado esteve envolvido em escândalos de cariz sexual. Foi notícia que, em 2008, teve um relacionamento sexual com uma subordinada húngara, Piroska Nagy. O FMI lançou uma investigação, Piroska saiu do FMI e Strauss-Kahn pediu desculpas, mantendo assim o cargo de director-geral.

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