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Nuno Magalhães diz que críticas de Juncker à troika coincidem com alertas do CDS

O líder parlamentar centrista afirmou hoje que as críticas de Jean-Claude Juncker sobre a troika coincidem com "os alertas" deixados pelo CDS-PP nos últimos três anos, mas que essa situação foi "superada" por "mérito dos portugueses".

Lusa 19 de Fevereiro de 2015 às 14:12
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"Aquilo que o senhor Juncker disse foi aquilo que o CDS ao longo dos tempos, de uma forma mais ou menos explícita, foi alertando, um governo de protectorado é um vexame, é uma humilhação que o PS nos deixou, foi muito difícil co-governar com os credores mas conseguimos", afirmou Nuno Magalhães aos jornalistas no parlamento.

 

O presidente do grupo parlamentar do CDS-PP assinalou que os centristas alertaram "várias vezes" para "uma discrepância pouco aceitável entre aquilo que responsáveis do FMI, sobretudo, mas também da Comissão Europeia e do BCE, diziam à comunicação social e o que os técnicos aqui propunham e exigiam".

 

"Dito isto, e sabendo até que o senhor Juncker já tinha dito algo parecido no seu discurso no Parlamento Europeu, não nos surpreende, agora, gostaria de deixar bem claro que foi graças ao esforço, à dignidade, à vontade, e às vezes contra a vontade da própria 'troika', que os portugueses se livraram da troika", declarou.

 

Para o deputado do CDS, "não foi a troika que superou os portugueses, foram os portugueses que superaram a 'troika' no prazo, no momento previsto".

 

"Isto faz com que hoje Portugal já não seja um protectorado que o anterior governo nos deixou, já não seja um co-governo com os credores que o anterior governo nos deixou, já não esteja dependente das discrepâncias de opiniões dos responsáveis políticos e técnicos das instituições que nos avaliam e esteja restabelecida a sua autonomia, isso é mérito dos portugueses e distingue-nos de outros casos", sustentou.

 

Na quarta-feira, o chefe do executivo comunitário, Jean-Claude Juncker, admitiu que a troika "pecou contra a dignidade" de portugueses, gregos e também irlandeses, reiterando que é preciso rever o modelo e não repetir os mesmos erros.

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