Ajuda Externa Octávio Teixeira defende que Portugal deve procurar perdão de metade da dívida

Octávio Teixeira defende que Portugal deve procurar perdão de metade da dívida

O antigo líder parlamentar do PCP, Octávio Teixeira, afirmou na segunda-feira que Portugal tem de tomar a iniciativa de pedir um perdão de metade da sua dívida e a extensão dos prazos de pagamento por 30 anos.
Octávio Teixeira defende que Portugal deve procurar perdão de metade da dívida
Lusa 18 de fevereiro de 2014 às 00:01

"O perdão da dívida, segundo os meus cálculos, terá de rondar os 50% para a reduzir para próximo dos 60% do Produto Interno Bruto, que a União Europeia impõe como uma dívida sustentável. O aumento dos prazos não deverá ser inferior a 30 anos, pois só assim o aumento dos juros será compensado por uma redução do valor do capital em dívida actualizado devido à inflação", disse.

 

O economista falava numa sessão com outros 12 oradores, nomeadamente dos sindicalistas Mário Nogueira, da Fenprof, e Ana Avoila, da Frente Comum dos Sindicatos da Função Pública, na Sociedade Filarmónica União Seixalense intitulada "direitos, desenvolvimento e soberania", integrada nas jornadas parlamentares.

 

"A dívida é impagável na sua totalidade. Não é uma questão de se querer pagar ou não. É uma impossibilidade objectiva. O Governo, mas também o PS, esconde esta realidade e diz que a dúvida é se a partir de maio vai aos mercados sem paraquedas ou se recorre a um programa cautelar", continuou.

 

Segundo Octávio Teixeira, "para tentar a saída em voo livre", o executivo da maioria PSD/CDS-PP "vem fazendo emissões de dívida para, além das necessidades imediatas, criar um pé-de-meia que dê para um ou dois anos e que já ultrapassa os 20 mil milhões de euros".

 

"É possível que o Governo, por razões eleitoralistas, tente seguir pela saída em voo livre, mas agravando inequívoca e inevitavelmente os problemas da dívida pública, da sustentabilidade das contas públicas e da austeridade. Tem de haver necessariamente um incumprimento parcial da dívida porque o montante actual é impagável", insistiu.




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