Ajuda Externa Passos Coelho: “Governo não deixará de procurar envolver o PS no cautelar”

Passos Coelho: “Governo não deixará de procurar envolver o PS no cautelar”

Primeiro-ministro avisou que o fim do programa de ajustamento, previsto para 17 de Maio, não representará um “passo de mágica” para o fim dos problemas do país. Caso avance apara um programa cautelar, promete procurar o envolvimento do PS.
Passos Coelho: “Governo não deixará de procurar envolver o PS no cautelar”
Bruno Simão/Negócios
Negócios 12 de janeiro de 2014 às 16:07

Pedro Passos Coelho aproveitou este Domingo para esclarecer que o "PS não está afastado nem deixa de estar de um programa cautelar".

 

Na entrevista que concedeu à TVI, esclareceu hoje o primeiro-ministro no encerramento do Congresso do CDS, “referi que a exigência de assinatura de um programa cautelar por parte do maior partido da oposição não existe”. Contudo, vincou, o “Governo não deixará de procurar envolver o PS no cautelar se essa for a necessidade" entendida como a "melhor” para regressar ao mercado e terminar o programa.

 

As declarações de Passos Coelho surgiram depois do discurso de encerramento do Congresso do CDS, onde Paulo Portas aproveitou para pedir ao PS uma "pacificação em nome do interesse nacional" para que Portugal termine o programa de assistência económica e financeira em maio deste ano.

 

O primeiro-ministro ressalvou que a convergência entre os partidos do arco da governação “é importante para Portugal. Temos procurado essa convergência e espero que possa acontecer para o futuro”, disse Passos Coelho aos jornalistas.

 

Passos Coelho alertou contudo que “terminaremos o programa [de ajustamento] a 17 de Maio, mas não vamos resolver com isso todos os problemas do país com um passo de mágica”.

 

"Era importante para os portugueses que pudesse haver - ainda ontem o referi publicamente - um entendimento de médio prazo que permitisse que aqueles que pagam impostos, aqueles que têm que trabalhar, aqueles que olham para o Estado e gostam de ver previsibilidade das responsabilidades sociais possam saber que trabalharemos todos no essencial no mesmo sentido apesar das diferenças que possamos ter", enfatizou.

 

"Natural" avaliar possibilidade de coligação pré-eleitoral 

 

Sobre a possibilidade de CDS e PSD irem separados ou coligados para as eleições legislativas, Passos Coelho afirmou que acertou previamente com o líder do CDS qual a posição conjunta dos dois partidos. “Iremos avaliar a seu tempo”, disse o primeiro-ministro, deixando em aberto qualquer das possibilidades.

 

"É muito natural que se tratando de partidos diferentes, como aconteceu no passado, se possam apresentar a eleições separadamente. Mas também não vivemos circunstâncias vulgares e portanto é natural que, a seu tempo, os partidos possam analisar a possibilidade de concorrer em conjunto", disse.

 

"Ficou claramente descrito na moção de estratégia que o Dr. Paulo Portas apresentou que apesar de ser natural que os partidos, em circunstâncias normais, possam apresentar-se separadamente - como já aconteceu no passado - que outra coisa possa vir a acontecer nas próximas eleições se as circunstâncias no país assim o justificarem", reforçou

 




pub

Marketing Automation certified by E-GOI