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Passos: "Começamos a observar resultados positivos deste processo de ajustamento"

O primeiro-ministro defende que os processos de ajustamento das economias com maiores desequilíbrios orçamentais devem "continuar a beneficiar do apoio das instituições europeias". Veja aqui o vídeo.

Ana Laranjeiro alaranjeiro@negocios.pt 31 de Maio de 2012 às 18:22
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Na sua intervenção no seminário "European Ideas Network", em Lisboa, o primeiro-ministro defendeu que "o euro contribuiu significativamente para uma maior integração financeira", mas que "a crise dos últimos anos foi em muitos aspectos um recuo neste processo".

O primeiro-ministro salientou que "os processos de ajustamento das economias nacionais mais expostas a desequilíbrios orçamentais devem continuar a beneficiar do apoio das instituições europeias e devem desejavelmente beneficiar de condições de estabilidade financeira e política".

Neste sentido, Passos sublinha que "no caso português, começamos já a observar resultados positivos deste processo de ajustamento". "Uma importante agência de notação financeira destacou esta semana que o nosso processo de ajustamento atingiu um ponto em que podemos fazer um juízo optimista sobre o seu desenvolvimento futuro", acrescentou Passos Coelho.

O tratado orçamental, recentemente ratificado pela Assembleia da República, é visto pelo chefe de Governo como "um passo decisivo e necessário na superação de alguns impasses arquitectónicos no processo de integração europeia". Isto porque "cria novos mecanismos de disciplina orçamental e superação de crises financeiras". "Estes tratados serão, desde que consistentemente aplicados, a melhor garantia de recuperação da confiança perdida nos últimos anos. Não devemos esquecer que sem a recuperação da confiança, qualquer progresso para uma maior união financeira e orçamental permanecerá impossível de concretizar”, sustentou.

Passos apontou ainda que "a impaciência pode ser, neste momento, o nosso maior adversário" e que "não devemos voltar a cair no erro antigo de pensar que com o anúncio de um objectivo o trabalho está concluído e podemos passar a novos anúncios e propósitos".

O desemprego em Portugal está em níveis históricos. E, neste sentido, o chefe de Governo considera que "há demasiado tempo que o desemprego tem vindo a aumentar para que possamos continuar a acreditar que as causas são temporárias e que as soluções de que precisamos são também elas temporárias".

No caso do desemprego jovem, o número de pessoas que não tem emprego tem vindo a aumentar rapidamente "para que possamos continuar a acreditar que as estruturas e instituições da nossa economia não sofrem de disfunções graves que importa corrigir adequadamente".

"Não é minha convicção que o desemprego seja um efeito apenas de bloqueio no mercado de trabalho, nem creio que devamos apresentar a reforma do mercado laboral como uma solução única e simples para o desemprego", acrescentou.


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