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Passos volta a defender acordo orçamental com PS para o pós-troika (act.)

O primeiro-ministro diz que acordo com os parceiros sociais e o Partido Socialista beneficiaria "todos os Portugueses".

Correio da Manhã
Rui Peres Jorge rpjorge@negocios.pt 18 de Fevereiro de 2014 às 11:26
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Pedro Passos Coelho voltou a defender hoje a importância de um acordo com o Partido Socialista (PS) e os parceiros sociais para definição de metas de médio e longo prazo em termos de défice orçamental e de despesa pública primária e corrente.

 

O primeiro-ministro, que falou em Cascais numa conferência organizada pela "The Economist", afirmou na sua intervenção inicial que "agora é altura de renovar o apelo a um consenso em torno da estratégia orçamental para os próximos anos, com metas concretas para os saldos [orçamentais] e para os níveis de despesa primária e corrente".

 

Portugal “precisa dessa estabilidade e dessa previsibilidade” afirmou, reforçando que “não tenho quaisquer dúvidas de que essa previsibilidade reforçaria a mudança benigna de percepção para benefício de todos os portugueses”.

 

Mais tarde, na parte da sessão de perguntas e respostas, Pedro Passos Coelho garantiu que

Agora é altura de renovar o apelo a um consenso em torno da estratégia orçamental para os próximos anos, com metas concretas para os saldos [orçamentais] e para os níveis de despesa primária e corrente
 
Pedro Passos Coelho
Primeiro-ministro

está "muito comprometido com a disciplina orçamental", evidenciando que com um nível de dívida pública líquida (exceptuando depósitos) de 120% do PIB, o País tem que procurar reduzir o peso da dívida na economia. "É a única forma de reduzir os juros da dívida pública", afirmou.

 

Questionado sobre a indisciplina orçamental do passado, o primeiro ministro respondeu que em Portugal "aprendemos os custos elevados de esquecer coisas importantes" e relembrou que o País assinou o tratado orçamental europeu que obriga todos os países ao equilíbrio orçamental no médio prazo.

 

O responsável máximo pelo Governo afastou ainda por completo o cenário de reestruturação de dívida pública, garantindo que a "dívida é sustentável", como mostram as análises do FMI e da Comissão Europeia.

 

Nos últimos dias, Pedro Passos Coelho tem sublinhado a importância de alcançar um "entendimento alargado" entre os partidos do arco da governação. Ontem, na 19ª edição do Salão Internacional do Sector Alimentar e de Bebidas (SISAB), o primeiro-minstro afirmou que um "entendimento alargado" pode junto "dos portugueses e dos investuidores externos oferecer garantias sobre a trajectória das finanças públicas" portuguesas. 

 

Mais tarde, no mesmo evento, António José Seguro respondeu ao apelo feito por Pedro Passos Coelho, mostrando-se, novamente, indisponível para entendimentos com os partidos do Governo sobre o pós-troika. Seguro alegou que os apelos do primeiro-ministro ao consenso com os socialistas "não colam" com os actos do Governo e são meros "acenos para a galeria" com fins mediáticos. "As palavras do primeiro-ministro não colam com a prática. Uma coisa são as palavras e outra coisa são os actos. E a prática do Governo contraria o discurso do primeiro-ministro", disse o secretário-geral do PS.

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