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Pedro Passos Coelho volta a apelar a um "consenso" com o PS

O Partido Socialista "não precisa de ter pressa em responder" mas o primeiro-ministro apelou, mais uma vez, a um "consenso" entre os partidos do arco de governação que possa, junto dos "portugueses e dos investidores, oferecer garantias sobre a trajectória futura das finanças públicas" do País.

Ana Luísa Marques anamarques@negocios.pt 17 de Fevereiro de 2014 às 13:04
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"Estamos a terminar o programa de ajustamento externo, e os termos em que o vamos concluir depende, no essencial, da confiança que os mercados financeiros tiverem na economia portuguesa”, afirmou o primeiro-ministro Pedro Passos Coelho, acrescentando que esta confiança depende, por sua vez, de um "entendimento alargado" entre os partidos do arco da governação.

 

Pelo segundo dia consecutivo, o Chefe do Governo reitera o seu apelo de consenso e convergência com o Partido Socialista. Ontem, em Castelo Branco, Pedro Passos Coelho, tinha já afirmado que um "entendimento conjunto" com a oposição daria ao exterior um sinal "muitíssimo melhor" do País.

 

"Nós [Governo e oposição] podemos ter desacordos em muitas matérias, mas se todos conseguirmos, a partir da realidade que tivermos, fazer concessões para podermos ter um entendimento conjunto, eu estou convencido que a percepção do exterior sobre Portugal seria muitíssimo melhor", afirmou o primeiro-ministro este domingo em Castelo Branco.

 

Esta segunda-feira, 17 de Fevereiro, na 19ª edição do Salão Internacional do Sector Alimentar e de Bebidas (SISAB), Passos Coelho repetiu esta ideia, destacando que um "entendimento alargado" pode junto "dos portugueses e dos investuidores externos oferecer garantias sobre a trajectória das finanças públicas" portuguesas. 

 

O Partido Socialista "não precisa de ter pressa em responder", disse Pedro Passos Coelho, não deixando, porém, de sublinhar que a "convergência dos partidos do arco da governação é indispensável. Quanto maior for a convergência melhor é para o País".

 

No caso de um entendimento entre os partidos do arco da governação, o primeiro-ministro acredita que a percepção que os portugueses têm sobre toda a classe política, sobre todos os partidos e sobre o sistema político seria muito melhor".

 

Passos Coelho elogia empresários pelo "belíssimo desempenho das nossa exportações"

 

Pedro Passos Coelho falou ainda dos mais recentes dados sobre a economia portuguesa e, em particular, dos últimos números das exportações nacionais. "O facto de a nossa economia estar, finalmente, a recuperae não nos pode desviar do objectivo de, até 2015, as nossas exportações representarem 45% do produto", disse o primeiro-ministro uma semana após serem conhecidos os números das exportações de 2013.

 

Na passada segunda-feira, 10 de Fevereiro, o Instituto Nacional de Estatística revelou que em 2013, as exportações de bens cresceram 4,6% face a 2012. Este crescimento representa um abrandamento face a 2012, ainda que na recta final do ano, em Dezembro, o aumento tenha sido de 8%. 

 

2013 representa assim o quarto ano consecutivo de aumento das exportações. Nos últimos 10 anos apenas em um ano foi verificada uma queda da venda para o exterior de bens nacionais, tendo sido em 2009, período em que as exportações diminuíram 18,4%.

 

(Notícia actualizada às 13h16)

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