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Peter Praet: Resultados de Portugal “são impressionantes"

Peter Praet evidenciou esta manhã os recentes bons resultados da economia portuguesa, mas avisou também para necessidade de manter ímpeto de reformas.

Bruno Simão/Negócios
Rui Peres Jorge rpjorge@negocios.pt 18 de Fevereiro de 2014 às 12:37
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“Estamos surpreendidos” com as boas notícias do ajustamento português, afirmou esta manhã Peter Praet, economista-chefe do BCE, que classificou os últimos resultados da economia nacional como “impressionantes”.

 

“A ponte de liquidez que providenciámos [ao sistema financeiro português durante a crise] facilitou o processo de ajustamento”, defendeu Praet que falou em Cascais, numa conferência organizada pela revista  "The Economist". 

 

“Os últimos resultados são impressionantes”. “Estamos surpreendidos” com as boas notícias dos últimos meses, reforçou, contrapondo as boas surpresas de agora com as más surpresas do passado, nomeadamente o acumular de desequilíbrios.  

 

O responsável do BCE, que faz parte da Comissão Executiva de seis membros liderada por Mario Draghi, falou esta manhã em Cascais, aproveitou para evidenciar que o sucesso de Portugal é também um sucesso do BCE.

 

“Houve muitas críticas” em relação ao BCE. “Ouvi por exemplo que o BCE concedia pontes para sítio nenhum”, mas “quando olhamos para países como Portugal, consigo ver que não foram pontes para nada”, defendendo que a liquidez cedida pelo banco central durante a crise permitiu ganhar tempo para a implementação das reformas. “Hoje podemos dizer que as reformas estão a funcionar e isso é encorajador”. 

 

Maior desafio para Portugal é manter ímpeto de reformas

 

O economista-chefe do banco central aproveitou o palco de Cascais para avisar no entanto que apesar dos bons resultados, Portugal enfrenta desafios enormes, sendo o maior a manutenção do ímpeto de reformas. “Os maiores riscos são a fadiga de reforma e no fim do dia a questão é sempre a mesma: será possível encontrar o apoio da população e garantir a propriedade do processo de reforma”.

 

A preocupação do banco central resulta da urgência de garantir crescimento económico no médio prazo. “O crescimento de longo prazo é fundamental”, frisou, defendendo que as reformas estruturais são mais importantes para o País do que as medidas de política monetária que o BCE possa tomar, um tema que, como notou Praet elogiando a moderadora, esteve ausente do debate promovido pela “The Economist” em Cascais.

 

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