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UTAO calcula que Portugal deve receber mais 4,2 mil milhões de euros da troika

Nos cálculos da unidade de apoio técnico ao Parlamento, devido a alterações no FEEF e a variações cambiais, Portugal deverá receber 82,2 mil milhões de euros, em vez de 78 mil milhões, no total do programa de assistência da troika.

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Eva Gaspar egaspar@negocios.pt 16 de Janeiro de 2013 às 15:18
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Tal como o Negócios havia noticiado, também os técnicos que prestam apoio técnico ao Parlamento em matéria orçamental calculam que o financiamento total do programa de assistência financeira a Portugal possa vir a ser superior ao montante inicialmente previsto.

 

Nos seus cálculos, em vez de 78 mil milhões de euros, o país receberá mais 82,2 mil milhões, mais 4,2 mil milhões do que o previsto.  A maior fatia desse acréscimo (2,4 mil milhões de euros) virá do fundo de resgate do euro, o FEEF; do lado do Fundo Monetário Internacional (FMI) virão mais 1,8 mil milhões de euros. Já o fundo da União Europeia, o MEEF, manterá em 26 mil milhões de euros a parcela de empréstimo inicialmente calculada para cada uma das três fontes de financiamento do programa de assistência a Portugal.

 

Escreve a UTAO no seu boletim de Dezembro, divulgado em 14 de Janeiro, que inicialmente essas revisões em alta “prenderam-se exclusivamente com o financiamento do FMI, na medida em que os seus desembolsos não se encontram expressos em euros mas sim numa moeda compósita designada por Direito de Saque Especial (DSE)”, de que fazem parte o euro, mas também o dólar, a libra esterlina e o iene. Daqui “resultou que os desembolsos já efectuados tenham sido superiores aos inicialmente previstos, podendo o mesmo vir a acontecer no futuro, caso se mantenha aquela apreciação”.

 

Contudo, no relatório da sexta avaliação da troika também a parcela do FEEF surgiu acrescida, de 2,4 mil milhões de euros, devido à alteração do perfil de remuneração do Fundo, na sequência da “abolição da margem pré-paga (loan specif cash buffer) que se destinava a constituir uma reserva de liquidez”.

 

Em suma, devido a alterações no FEEF e a variações cambiais, Portugal vai receber 82,2 mil milhões de euros, em vez de 78 mil milhões, no total do programa de assistência.

 

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