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Portugal recebe 1,75 mil milhões da União Europeia a 31 de Maio (act)

Será ainda este mês que Portugal receberá a primeira parte do empréstimo da União Europeia, que hoje foi ao mercado para financiar os resgates de Portugal e da Irlanda.

Nuno Carregueiro nc@negocios.pt 24 de Maio de 2011 às 18:19
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O Mecanismo Europeu de Estabilização Financeira (MEEF) emitiu hoje 4,75 mil milhões de euros em dívida para financiar os resgates de Portugal e Irlanda, tendo pago um juro de 3,5%, o que corresponde um “spread” de 14 pontos base sobre a taxa de mercado.

De acordo com um comunicado da União Europeia, a maior fatia da emissão terá a Irlanda como destino, ficando 1,75 mil milhões de euros para Portugal. Dinheiro que chegará ao País a 31 de Maio.

A ajuda externa de 78 mil milhões de euros a Portugal foi aprovada pelos ministros da Zona Euro a 16 de Maio, tendo ficado definido que o País receberia a primeira tranche de "pouco mais" de 18 mil milhões de euros em finais de Maio ou, o mais tardar, início de Junho.

Sabe-se hoje que parte deste dinheiro chegará a Portugal a 31 de Maio, poucos dias antes das eleições legislativas. Este fundo da UE, o MEEF, irá financiar Portugal com um total de 26 mil milhões de euros, sendo que a outra parcela de igual montante ficará a cargo do Fundo Europeu de Estabilização Financeira (FEEF).

O restante terço virá do Fundo Monetário Internacional, que aprovou nesta sexta-feira a sua participação na assistência financeira a Portugal. Deste total, 6,1 mil milhões de euros serão entregues de “imediato”.

A emissão de 4,75 mil milhões de euros realizada hoje pelo MEEF tem uma maturidade de 10 anos, sendo que a procura superou em três vezes a oferta.

Foram sobretudo investidores europeus que compraram obrigações europeias, em particular a França (22%), Alemanha (15%) e o Reino Unido (15%). Fora da Europa, destacaram-se os investidores asiáticos, que ficaram com 25% dos títulos.

“A terceira emissão com sucesso efectuada em 2011 confirma a aceitação da União Europeia como um emissor de dívida, refere a Comissão salientando que os juros pagos “comparam de forma favorável” com os verificados em emissões similares.




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