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PS: Encontro com a troika caracterizou-se com duas palavras: “insensibilidade e silêncio”

O Partido Socialista considera que a equipa de missão da troika não responde ao facto de a austeridade “se destruir” a si própria e critica o Governo pelas posições dissonantes sobre o tema.

Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 18 de Setembro de 2013 às 18:40
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Para o Partido Socialista (PS), o encontro dos partidos políticos com a troika, que ocorreu esta quarta-feira, fica resumido a duas palavras: “insensibilidade e silêncio”.

 

Do lado da insensibilidade, o deputado socialista Pedro Marques sublinhou, em declarações aos jornalistas depois do encontro com os chefes de missão da troika (Comissão Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional), que “o falhanço nas metas orçamentais, a recessão severa e o desemprego recomendavam uma paragem desta adopção de novas medidas de austeridade”.

 

O que se verificou foi, segundo Marques, uma duplicação da dose de austeridade face ao memorando de entendimento inicial. É por isso que o maior partido da oposição pede uma flexibilização da meta do défice orçamental para o próximo ano. “Nunca encontrámos resposta para a própria consequência de a austeridade se destruir a ela própria”. Este é o lado do silêncio.

 

Sobre o tema da flexibilização da meta do défice, que é defendido pelo vice-primeiro-ministro, Pedro Marques sublinhou a falta de “sintonia” de Portas com o primeiro-ministro Pedro Passos Coelho. “Se o Governo não se entende quanto ao pedido de alívio de austeridade, é meio caminho andado para a troika não flexibilizar coisa nenhuma”. “É evidente que troika não pode mostrar flexibilidade”. O Governo fala numa meta de défice de 4,5% do produto interno bruto para o próximo ano face ao limite definido, agora, de 4%. O PS fala em 5%.

 

O PS defende, também, que deveria haver, além do alívio da austeridade, medidas de recuperação da procura interna, exemplificando com a descida do Imposto de Valor Acrescentado (IVA) na restauração e com o aumento do salário mínimo nacional. “O que encontrámos foi a resposta repetida: quem é que o financiaria?”.

 

A equipa de chefes de missão da troika está em Lisboa e esta quarta-feira encontrou-se com os partidos com assento na comissão parlamentar eventual para acompanhamento das medidas do programa de assistência financeira a Portugal. 

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