Ajuda Externa PSD pede mais tempo para reduzir défice orçamental

PSD pede mais tempo para reduzir défice orçamental

A Comissão Política Nacional do PSD defende o ajustamento do ritmo de redução do défice orçamental. Critica a “postura irresponsável” por parte do Partido Socialista e afirma que nos últimos 20 meses o Governo conseguiu alcançar resultados que “deram um sentido útil aos sacrifícios realizados pelos portugueses".
PSD pede mais tempo para reduzir défice orçamental
Ana Luísa Marques 26 de fevereiro de 2013 às 21:22

O PSD espera que a credibilidade alcançada por Portugal nos últimos 20 meses permita “ajustar o ritmo de redução do défice orçamental para um ritmo mais consistente com as consequências negativas, para Portugal, do agravamento das perspectivas económicas para a Europa”.

 

O comunicado da Comissão Política Nacional do PSD, assinado por Jorge Moreira da Silva, acrescenta, porém, que este “ajustamento das metas orçamentais não deverá configurar o prolongamento do Programa de Ajustamento para lá de 1 de Julho de 2014 nem o pedido de um novo envelope financeiro de ajuda externa”.

 

Os sociais-democratas apelam ainda a uma melhorias das “condições de pagamento da dívida, designadamente, através do reescalonamento dos prazos de pagamento dos empréstimos contraídos por Portugal junto da troika” e à adoptação de “mecanismos que contribuam para a redução dos custos de financiamento da economia”.

 

PSD: Resultados deram sentido útil aos sacrifícios realizados

A Comissão Política Nacional do PSD critica a “postura irresponsável” por parte do Partido Socialista e afirma que nos últimos 20 meses o Governo conseguiu alcançar resultados que “deram um sentido útil aos sacrifícios realizados e abriram um horizonte de confiança e de esperança para Portugal e para os portugueses”.

 

“Nestes 20 meses, apesar de uma conjuntura adversa – patente na instabilidade na Zona Euro, no alastramento da crise da dívida soberana a mais Estados-membros, na tendência recessiva na União Europeia e na postura irresponsável e pouco empenhada daqueles cuja acção tornou inevitável o pedido de ajuda externa e que negociaram, em nome de Portugal, as metas orçamentais e as reformas estruturais previstas no Memorando de Entendimento, a determinação do Governo e dos portugueses permitiu a obtenção resultados muito relevantes”, pode ler-se no comunicado emitido pela Comissão Política Nacional.

 

“Estes resultados, não justificando sentimentos de euforia ou de triunfalismo, deram um sentido útil aos sacrifícios realizados e abriram um horizonte de confiança e de esperança para Portugal e para os portugueses”, acrescenta o responsável social-democrata.   

 

(Notícia actualizada às 21h27)




pub

Marketing Automation certified by E-GOI