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PSD: Portugal “não podia continuar este caminho” de mais anúncios de austeridade

O PSD defendeu hoje que o Programa de Assistência Económica e Financeira a Portugal estava mal desenhado e congratulou-se com a concessão de "mais tempo" para a consolidação orçamental, acordada na sétima avaliação da troika.

Lusa 15 de Março de 2013 às 14:26
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Numa declaração em nome do PSD, na Assembleia da República, o deputado e vice-presidente da bancada social-democrata apontou a "substancial revisão do cenário macroeconómico e também das metas orçamentais" hoje anunciada pelo ministro das Finanças, que divulgou projecções agravadas de recessão e de desemprego.

 

"Estas previsões deixam à vista de todos que o programa original apresentado em Maio de 2011 tinha sido mal desenhado, mal concebido, com projecções e efeitos que, sabemos agora, tinham pouca ou nenhuma adesão à realidade", afirmou Miguel Frasquilho.

 

O deputado e vice-presidente da bancada social-democrata observou que "o Governo foi capaz de convencer a 'troika' a conceder mais tempo para realizar o ajustamento orçamental, algo a que a 'troika' acedeu, e ainda bem".

 

Miguel Frasquilho destacou o facto de hoje não terem sido anunciadas medidas adicionais de austeridade: "Teremos mais um ano para aplicar a mesma austeridade, para que assim os efeitos sobre a recessão não sejam tão gravosos e para que o desemprego não suba mais do que está projectado".

 

"Nesta sétima avaliação não vamos ter mais nenhuma medida de austeridade adicional em relação àquilo que estava previsto. Penso que é o reconhecimento de que, de facto, não podia continuar este caminho", acrescentou.

 

Miguel Frasquilho referiu que, no total, já foram concedidos mais dois anos a Portugal para a consolidação das contas públicas, em relação ao que estava no programa original.

Antes, o antigo secretário de Estado do Tesouro e Finanças assinalou que esta foi a sétima avaliação positiva consecutiva da execução Programa de Assistência Económica e Financeira a Portugal por parte dos técnicos do Fundo Monetário Internacional, da Comissão Europeia e do Banco Central Europeu.

"Portugal é percepcionado como estando a fazer um caminho semelhante ao da Irlanda, um caminho que pode, a prazo, melhorar as condições de vida dos portugueses", considerou, acrescentando: "Descolámos, penso que definitivamente, da Grécia". 

 

Miguel Frasquilho não deixou, contudo, de lamentar o desemprego "recorde" e a recessão "fortíssima".

 

"Ninguém, evidentemente, está satisfeito com estes resultados, e assumo aqui o nosso descontentamento óbvio com a situação que temos em termos económicos e em termos sociais, mas nós também sabíamos que quando pedimos ajuda externa em Abril de 2011 e o programa foi desenhado em maio de 2011 sabíamos que as consequências do ponto de vista económico e social seriam muito, muito gravosas. Devido ao facto, repito, de o programa ter sido mal desenhado desde o seu início chegámos a uma situação pior do que aquilo que se antecipava", reforçou.

 

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