Outros sites Cofina
Notícias em Destaque
Notícia

PSD: Flexibilizar metas do défice não é pretexto para travar reforma do Estado

O PSD vincou hoje que a flexibilização das metas do défice de Portugal em 2014 é uma possibilidade e não uma certeza e advertiu que se esse passo for dado nunca dispensará a reforma do Estado.

Lusa 25 de Maio de 2013 às 23:08
  • Assine já 1€/1 mês
  • 19
  • ...

Esta posição foi transmitida aos jornalistas pelo coordenador da Comissão Política do PSD, Jorge Moreira da Silva, após ser interrogado se confirmava que o Governo português irá beneficiar no próximo ano de uma nova flexibilização da meta do défice, passando de 4 para 4,5%.

 

"O primeiro-ministro admitiu a possibilidade de as metas serem revistas, mas coisa diferente foi o que ouvi hoje na comunicação social, de que estava em curso um conjunto de negociações. Mas não foi isso que o primeiro-ministro disse" na sexta-feira, durante o debate quinzenal na Assembleia da República, começou por avisar Jorge Moreira da Silva.

 

De acordo com o vice-presidente do PSD, há uma abertura do Governo para que haja uma flexibilização da meta do défice em 2014 no âmbito do programa de ajustamento.

 

"Em função de uma estratégia de cumprimento e não de incumprimento, por duas vezes o Governo já conseguiu junto da 'troika' a correção de algumas metas relativas ao défice orçamental. O anterior Governo [socialista] tinha fixado o prazo de défice de 3% para este ano e o atual Governo conseguiu por duas vezes adiar por dois anos o cumprimento dessa meta. Tem havido uma capacidade do atual Governo, assente na credibilidade alcançada por uma estratégia de cumprimento ao nível da consolidação orçamental, de explorar as oportunidades de flexibilidade na medida em que a Europa atravessa uma conjuntura de estagnação e até de recessão", apontou o dirigente social-democrata.

 

Nesse sentido, Jorge Moreira da Silva sustentou que se verifica ser errada a ideia de que o atual Governo "é mais 'troikista' do que a 'troika' (Banco Central Europeu, Comissão Europeia e Fundo Monetário Internacional)".

 

"Este Governo conseguiu que fossem flexibilizadas metas negociadas pelo anterior executivo. Este padrão acompanha o atual Governo desde o início" do seu mandato, frisou.

Porém, segundo Jorge Moreira da Silva, "é importante que não se transforme essa possibilidade [de flexibilização] das metas numa certeza e, por outro lado, numa desculpa para não discutirmos a reforma do Estado".

 

"Precisamos de reduzir o défice não por causa da 'troika', é por nossa causa. A única forma de podermos baixar os impostos aos cidadãos - objetivo que é essencial - é através da redução da despesa. E a única forma de reduzirmos a despesa de forma estrutural é através da reforma do Estado", advogou.

 

Depois, o coordenador da Comissão Política do PSD deixou um aviso: "Espero que não se utilize a abertura admitida pelo primeiro-ministro no parlamento como um pretexto para não debatermos a reforma do Estado e não colocarmos a reforma do Estado como algo absolutamente essencial para a redução do défice".

 

"Essa redução do défice é essencial para reduzirmos os impostos", acrescentou.

Ver comentários
Outras Notícias