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"Se os programas forem implementados não será necessário reestruturar dívida"

John Lipsky, director-geral interino do Fundo Monetário Internacional, descreve o programa português como "muito agressivo".

Eva Gaspar egaspar@negocios.pt 24 de Maio de 2011 às 10:58
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Em entrevista à Bloomberg TV, o homem que ficou à frente dos destinos do FMI, na sequência da detenção de Dominique Strauss-Kahn, reconhece que a crise da dívida soberana que se abateu sobre a periferia da Zona Euro não está estabilizada. Mas considera que os três países em maiores dificuldades estão a ser devidamente acompanhados e que os riscos de contágio a Espanha ou mesmo a Itália ou Bélgica são muito mais reduzidos hoje do que há seis meses.

“Grécia, Portugal e Irlanda entraram em circunstâncias muito difíceis em programas de ajustamento económico muito detalhados e exigentes. Não estamos a dizer que será fácil, mas se forem implementados irão restaurar a economia destes países e não será necessário proceder a uma reestruturação da dívida”.

Especificamente sobre Portugal, John Lipsky descreveu o programa como “muito agressivo”, explicando que o seu objectivo último é “produzir reformas estruturais” e “melhorar o crescimento potencial depois de uma década de dificuldades”.

Questionado sobre a eventualidade de a crise da dívida soberana se propagar a Espanha e a países do “centro” do euro, como Itália e Bélgica, o até há pouco “número dois” do FMI responde que esse risco já pareceu ser maior do que é hoje.

“Ainda há seis meses, os investidores pareciam convencidos de que uma intervenção do FMI e da UE em Portugal resultaria num contágio a Espanha. Hoje, os sinais que temos dos mercados mostram uma situação muito melhor do que era antecipado a esse propósito”.

“Não estou a dizer que a situação não seja desafiante, mas os desafios estão a ser enfrentados e de forma diferente, à medida das dificuldades distintas de cada país”, frisou.
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