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Receios em torno da Grécia deprimem bolsas europeias

As principais praças europeias seguem em terreno negativo, num dia que será marcado pelas reuniões do Eurogrupo e do Ecofin, que decorrem hoje em Bruxelas.

Raquel Godinho rgodinho@negocios.pt 16 de Maio de 2011 às 09:52
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O índice de referência para a região, o Stoxx 600, segue a desvalorizar pelo terceiro dia consecutivo, a reflectir a especulação dos investidores de que a Grécia se esteja a preparar para solicitar um alargamento do plano de ajuda. O índice regista uma desvalorização de 0,23% para os 279,86 pontos. A bolsa grega perde 1,80% para os 596,86 pontos.

O IBEX perde 0,58% para os 10.296,20 pontos. Os títulos que mais pesam nesta tendência são os da Telefónica e do BBVA. A operadora recua 0,59% para os 16,74 euros, enquanto o banco deprecia 0,73% para os 7,983 euros.

O londrino Footsie cai 0,22% para os 5.912,75 pontos. São as companhias petrolíferas as principais responsáveis por este comportamento, num dia de perdas para os preços do petróleo nos mercados internacionais. A Royal Ducth Shell cede 0,51% para os 2139 pence, enquanto a BP desce 0,40% para os 440,45 pence.

Entre os principais mercados do Velho Continente, o CAC regista a queda mais pronunciada, ao ceder 1% para os 3.978,81 pontos. A Sanofi é a cotada que mais pressiona devido ao ajuste ao dividendo que pagará esta semana aos seus accionistas. A empresa recua 3,80% para os 54,12 euros. Também o BNP Paribas contribui para esta tónica, ao desvalorizar 1,81% para os 52,65 euros.

O alemão DAX recua 0,55% para os 7.362,45 pontos, uma tónica justificada essencialmente pelo sector financeiro. O Commerzbank desce 3,23% para os 3,861 euros, enquanto o Deutsche Bank desvaloriza 1,96% para os 41,42 euros.

O AEX acumula uma perda de 0,68% para os 352,45 pontos. As duas empresas que mais se destacam pela negativa são o ING, que cede 1,48% para os 8,498 euros, e a ArceloMittal, que recua 1,96% para os 23,45 euros.

As últimas semanas têm sido marcadas por um agudizar das preocupações em torno da crise da dívida soberana na Grécia, com os investidores a temerem que hoje o país helénico acabe por solicitar um alargamento do pacote de ajuda do Fundo Monetário Internacional (FMI) e da União Europeia, no valor de 110 mil milhões de euros.

Hoje reúnem-se, em Bruxelas, os ministros das Finanças da Zona Euro e da União Europeia, constando da agenda a decisão formal sobre a ajuda externa a Portugal, no valor de 78 mil milhões de euros.
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