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Schäuble: Empréstimo a Portugal não interferirá no resultado das eleições

A única novidade que se deve esperar da reunião desta tarde dos ministros europeus das Finanças é a aprovação do empréstimo a Portugal, frisa o responsável alemão, que sacode as acusações de que a Europa não deixou alternativa aos eleitores portugueses.

Eva Gaspar egaspar@negocios.pt 16 de Maio de 2011 às 15:05
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Falando em Bruxelas, à entrada do encontro dos ministros das Finança dos países do euro (Eurogrupo), Wolfgang Schäuble assegurou que a aprovação do empréstimo de 78 mil milhões de euros a Portugal “está no bom caminho”, tendo ainda saudado, segundo a agência Bloomberg, o amplo compromisso político no país em torno das reformas acordadas a troco da ajuda externa.

O ministro alemão considera, aliás, que esse consenso político comprova que a ajuda externa não interferirá no resultado das eleições de 5 de Julho, na medida em que os principais partidos estão de acordo sobre o rumo a seguir. “Existe evidentemente um amplo consenso político em Portugal, pelo que a forma como o país será ajudado não interferirá no resultado das eleições”, argumentou Schäuble.

O ministro alemão respondia indirectamente a críticos como Ricardo Reis e Luís Garicano, dois conhecidos professores de Economia, que se insurgiram contra a exigência da UE e do FMI de um acordo pan-partidário, antes de eleições, em torno do plano de ajuda externa. Ambos consideram que essa exigência constituiu uma “afronta aos valores democráticos”, criando um ambiente propício à subida dos partidos populistas.

Grécia: decisões adiadas

A situação grega é, todavia, o assunto mais espinhoso em agenda. Apesar de prometer dominar boa parte do encontro – que termina amanhã, na versão alargada a todos os ministros das Finanças da UE (Ecofin) – “não serão tomadas quaisquer decisões”, prosseguiu o ministro alemão, referindo-se à probabilidade de a Grécia obter prazos mais dilatados para reembolsar o empréstimo europeu ou mesmo receber um reforço do “cheque” prometido há um ano, de 110 mil milhões.

Alguma imprensa tem referido valores na casa dos 30 mil milhões de euros em 2012, que correspondem ao montante que Atenas deveria angariar já no próximo ano através dos mercados financeiros. Um pressuposto deitado por terra pelas elevadíssimas taxas de juro (que chegam aos 25% nos prazos mais curtos) que continuam a ser reclamadas no mercado secundário para transaccionar títulos gregos.

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