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Passos Coelho: “Se quisesse pôr em causa o financiamento destas políticas públicas subscreveria o manifesto”

O primeiro-ministro criticou hoje o manifesto, subscrito por um grupo de 70 notáveis, que defende uma “reestruturação responsável da dívida”.

Filomena Lança filomenalanca@negocios.pt 11 de Março de 2014 às 12:09
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Durante a cerimónia de inauguração das novas instalações da Polícia Judiciária, Pedro Passos Coelho sublinhou que “se que quisesse por em causa o financiamento destas políticas públicas subscreveria o manifesto e estaria a dar a mensagem errada”.

 

Estas declarações surgem como resposta a um grupo de 70 notáveis que subscreveu um manifesto apelando à reestruturação da dívida portuguesa. Bagão Félix, Freitas do Amaral, Adriano Moreira, Manuela Ferreira Leite, Francisco Louça e Carvalho da Silva, são apenas alguns dos 70 nomes que assinaram o manifesto. A estes juntaram-se ainda empresários, patrões, académicos e constitucionalistas, para defender uma “reestruturação responsável da dívida”, avança esta terça-feira o jornal “Público”. O fundador do PSD Pinto Balsemão também admitiu que reestruturar a dívida é muitas vezes "um ato de boa gestão nas empresas", mas escusou-se a comentar o manifesto subscrito por 70 personalidades que apela à reestruturação da dívida.

 

“Uma sociedade tem de caminhar sobre chão sólido. Os que querem conciliar o inconciliável e realizar o irrealizável sem cuidar das condições necessárias para que a obra possa surgir acabam por não ser justos e por em causa os fundamentos do Estado Social”, criticou o primeiro-ministro.

 

Pedro Passos Coelho alegou ainda que “sem condições de financiamento  as políticas publicas não poderiam ser concretizadas” e  que “se quisesse por em causa o financiamento destas políticas públicas subscreveria o manifesto e estaria a dar a mensagem errada”.

 

“São os caminhos mais difíceis que nos levam a resultados mais duradouros”, concluiu o chefe do Governo.

 

Pedro Passos Coelho presidiu à cerimónia de inauguração das novas instalações da Polícia Judiciária, onde sublinhou o consenso entre este governo e governos anteriores do PS que conjugaram esforços e vontades para a construção da nova sede da PJ. O edifício tem 80 mil metros quadrados de construção e custou 87 milhões de euros.

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