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Seguro: Compromissos externos são para honrar mas nunca "rasgando o nosso contrato social"

O secretário-geral do PS diz que os socialistas, sob a sua liderança, continuarão a "honrar" os compromissos internacionais do país, mas recusam que a austeridade rasgue o contrato social em Portugal e destrua o Estado social.

Lusa 23 de Julho de 2012 às 07:17
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Estas posições de António José Seguro constam numa mensagem que envia aos militantes do PS, hoje, data em que completa um ano desde que foi eleito secretário-geral deste partido.

Nesta mensagem, a que a agência Lusa teve acesso - e que é hoje também publicada no site oficial do PS -, o secretário-geral dos socialistas deixa vários avisos ao Governo em relação às principais opções em causa nos próximos meses.

"Devemos cumprir as metas do memorando [da troika] sem pôr em causa a coesão social. Há compromissos externos que devemos honrar, mas não podemos rasgar o nosso contrato social, ou seja, os nossos compromissos internos".

António José Seguro traça a seguir os limites que o PS está disponível para aceitar ao nível da reforma do aparelho do Estado.

"Admitimos melhorias e a adequação do Estado Social aos novos desafios de uma sociedade onde é muito baixa a taxa de natalidade e milhares de portugueses em idade activa emigram. Mas nunca, nunca, aceitaremos a destruição do Estado Social tal como este governo se prepara para fazer", salienta.

Para os próximos anos, Seguro refere que o seu objectivo passará por se bater por um caminho de promoção do crescimento e de redução da austeridade, "designadamente alargando por mais um ano o prazo do memorando e promovendo uma nova agenda para o emprego e para o crescimento".

"É possível e desejável consolidar as contas públicas conciliando crescimento económico com rigor orçamental. Este é o caminho alternativo à receita da austeridade a qualquer preço executada pelo actual Governo", sustenta o secretário-geral do PS.

No campo partidário, Seguro pretende liderar um PS "sem pressas" de chegar ao poder, a correr em "pista própria" e "recusando os caminhos fáceis do populismo e da demagogia.

"Apostamos em fazer política de outra forma, pela positiva, não prometendo nada que não possamos fazer quando formos Governo. Refutamos a política da trincheira que nada resolve e afasta os cidadãos da política", adverte o líder socialista.

No que respeita ao seu primeiro ano enquanto secretário-geral do PS, António José Seguro diz que os socialistas se assumiram como "alternativa responsável".

"Assumimos os compromissos em defesa dos interesses de Portugal e soubemos interpretar o contexto nacional e internacional. Fomos norteadores da mudança em defesa de políticas promotoras do emprego e do crescimento económico. Há um ano éramos uma voz isolada. Hoje, a defesa da aposta no crescimento e emprego é um objectivo apoiado por muitos, em Portugal e na maioria dos governos europeus", advoga o secretário-geral do PS.

Seguro defende que o PS foi "pioneiro no combate a uma política assente exclusivamente na austeridade".

"Hoje ganha consenso a necessidade de a crise só poder ser ultrapassada com um outro eixo: O do crescimento.

"Estes são apenas dois dos muitos exemplos em que nos afirmámos como uma alternativa responsável onde conjugámos os compromissos do passado com os novos desafios do presente e do futuro", acrescenta na sua mensagem.
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