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Seguro: Renegociar défice de 4 para 4,5% “pode não ser suficiente”

O secretário-geral do PS, António José Seguro, disse hoje, em Gondomar, que renegociar o défice orçamental previsto para 2014 em meio ponto percentual, de 4 para 4,5%, como pretende agora o Governo, "pode não ser suficiente".

Paulo Duarte/Negócios
Lusa 25 de Maio de 2013 às 23:13
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"Há tanto tempo que eu tenho vindo a defender que é preciso renegociar e que é preciso mais tempo para nós cumprirmos com as nossas obrigações", salientou o líder socialista, à margem da apresentação pública do candidato do PS à Câmara local, Marco Martins.

 

"Na altura, o que é que o primeiro-ministro me respondia sempre? Isso era impossível. Pois bem, aqui está a prova de que isso é possível", observou Seguro.

 

O líder do PS espera que "possa haver uma boa negociação" desse objetivo, porque "não pode haver renegociação para manter a mesma austeridade".

 

"Tem de haver uma renegociação para aliviar os sacrifícios dos portugueses e não para tapar os erros do Governo", afirmou.

 

Mais adiante, insistiu que "se é exclusivamente para resolver um problema do Governo então isso é pouco".

 

A renegociação segundo Seguro deve ser para "cuidar melhor" da economia portuguesa e para "dar prioridade ao emprego, apoiando as pequenas e médias empresas".

 

O líder socialista defendeu também "uma relação direta entre a redução do défice e a evolução da economia".

 

"Se a economia estiver a cair nós teremos muito mais dificuldades em reduzir o défice. Se a economia estiver a crescer temos muito mais possibilidades de reduzir o défice, até de uma forma estrutural", sustentou.

 

Seguro repetiu que a sua prioridade são a economia e o emprego.

 

"Só conseguimos sair deste crise crescendo e criando riqueza", reforçou, referindo que desse modo "o défice diminui por via do aumento da receita e não o contrário".

 

Renegociar o défice de 2014 de 4 para 4,5% "pode não ser suficiente", salientou.

"O número é uma consequência daquilo que é a prioridade. O que temos de fazer é ligar o nosso programa de ajustamento à prioridade do emprego, porque só podemos diminuir o défice se a nossa economia evoluir positivamente", reafirmou.

 

Seguro recordou que "já este ano” propôs à "troika" um défice de 6%, e não de 5,5% como está contratado, "porque as medidas que o Governo tem de aplicar são de mais austeridade, o que significa menos economia e mais desemprego".

 

Instado a pronunciar-se, também, sobre a perspectiva de uma nova greve geral, o secretário-geral socialista afirmou "compreender muito bem a insatisfação dos trabalhadores portugueses, considerando "normal que lutem pelos seus interesses".

 

Seguro fechou a apresentação pública da candidatura de Marco Martins à Câmara de Gondomar, que decorreu ao ar livre, em Gramido, naquele concelho, com uma intervenção focada na necessidade de fazer crescer a economia, apoiando, "em particular, as pequenas e médias empresas", para criar emprego e gerar riqueza.

 

"A economia cresce se houver investimento público e se dermos confiança para haver investimento privado", resumiu.

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