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Soares teme que episódios de violência da Grécia se repitam em Portugal

O ex Presidente da República afirmou hoje ter uma "dúvida metódica" sobre se as medidas de austeridade do Governo serão suficientes para ultrapassar a crise, mas advertiu que os episódios de violência na Grécia podem estender-se a Portugal.

Lusa 04 de Julho de 2011 às 20:45
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Mário Soares falava aos jornalistas antes de lançar mais um livro da sua autoria, desta vez com a jornalista Teresa de Sousa, intitulado "Portugal tem saída", editado pela "Objectiva".

Interrogado sobre a forma como está a acompanhar os episódios de violência social na Grécia, Mário Soares considerou que tudo "resulta do desespero".

"As pessoas estão desesperadas, não sabem como vão passar os dias seguintes, como vão de dar de comer aos filhos -- e como as pessoas se sentem desesperadas vão para a rua gritar e às vezes fazer coisas piores. Não é impensável que isto também possa acontecer em Portugal", advertiu o ex-chefe de Estado.

Mário Soares disse depois que bater-se-á para que as cenas de violência de Atenas não ocorram também mais tarde em Portugal.

"Mas é uma hipótese que está aliás expressa no livro que agora apresento. Nos próximos meses, vamos saber o que é isto, todos nós vamos ser atingidos", sustentou.

Neste ponto, o ex Presidente da República manifestou-se sobretudo preocupado com o grupo social precário ao nível laboral "e com as pessoas em vias de perder benefícios sociais".

Interrogado se as medidas já tomadas pelo novo Governo serão suficientes para ultrapassar a crise, Mário Soares observou que essas medidas visam precisamente "uma folga" ao nível orçamental.

"Mas não sei se isso vai ser suficiente e se isso vai poder resolver o problema. É uma dúvida metódica, como diria Descartes", respondeu, antes de referir que um Governo por si liderado, o do "Bloco Central", também cortou parte do subsídio de Natal, tal como agora anunciou o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho.

"É verdade que cortei no subsídio de Natal, mas acertei, assumi as minhas responsabilidades e consegui que Portugal tivesse à custa disso dez anos de grande estabilidade", sustentou.

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