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Sucessor de António Borges revoluciona departamento europeu do FMI

O sucessor de António Borges na liderança do departamento europeu do FMI nomeou três novos vice-directores para divisão responsável pelas ajudas a Portugal, Grécia e Irlanda. Nenhum dos três novos responsáveis tem qualquer ligação à Europa.

Negócios com Bloomberg | Negócios negocios@negocios.pt 05 de Dezembro de 2011 às 10:07
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Numa altura em que o FMI se prepara para reforçar o seu envolvimento na Europa, o novo director do departamento europeu do Fundo, Reza Moghadam, decidiu fazer uma pequena revolução na divisão que até há poucas semanas era liderada pelo português António Borges.

Segundo a Bloomberg, o novo líder nomeou três vice-directores para a secção europeia que não têm qualquer ligação à Europa, numa altura em que o Fundo está a reforçar o seu envolvimento no combate à crise da dívida na Zona Euro.


Nenhum dos três responsáveis tem cidadania europeia, sublinha a Bloomberg. A agência cita também um antigo economista do FMI, Eswar Prasad, que destaca o facto de os três novos vice-directores “nunca terem trabalhado com assuntos europeus”. “Não trazem qualquer bagagem, por isso, em certa medida, são livres para pensar de que forma é que o FMI se deve envolver com a Europa nestes tempos difíceis”, defendeu o actual membro do Brookings Institutions, em Washington.

Num email enviado a alguns colaboradores do FMI, o sucessor de António Borges preferiu sublinhar as competências e capacidades dos seus novos vice-directores. “Todos são soberbos economistas, mas trazem-nos muito mais do que isso nestes tempos desafiantes para o departamento”, escreveu Reza Moghadam. “Todos têm sido líderes intelectuais dentro e fora do FMI, com enorme profundidade e competência”, sublinhou.
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