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Troika em Lisboa na segunda-feira

O ministro das Finanças anunciou hoje que as equipas da troika regressam a Portugal já no inicio da semana para avaliar medidas substitutivas aos cortes salariais.

Reuters
Rui Peres Jorge rpjorge@negocios.pt 12 de Abril de 2013 às 17:58
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É uma das condições para que a extensão das maturidades dos empréstimos europeus a Portugal possa ser alongada: Portugal terá de compensar na totalidade o impacto de cerca de 1,3 mil milhões de euros decorrentes do chumbo do Tribunal Constitucional. E essa será uma das missões centrais das equipas da troika que, segundo Vítor Gaspar, começam segunda-feira a trabalhar em Lisboa.

 

O ministro já avançou que pretende conseguir 500 a 600 milhões de euros de poupanças nos orçamentos dos serviços ainda este ano, e outro tanto com a antecipação de medidas de corte de despesa em áreas como a Saúde ou a Segurança Social.

 

Os especialistas dos credores irão, ainda segundo o ministro das Finanças, “validar as medidas substitutivas” daquelas que terão de ser revertidas por terem sido consideradas inconstitucionais - em causa estão os subsídios de férias a pensionistas e funcionários públicos e as contribuições que estavam a ser cobradas desde o início do ano a beneficiários de subsídio de desemprego e de subsídio de doença.

 

Mas está não é a única condição que terá de ser cumprida para que Portugal possa beneficiar de uma decisão positiva final quanto à maturidade dos seus empréstimos. Tal depende ainda “da conclusão bem sucedida do sétimo exame regular”, avançou Gaspar, lembrando o que já estava anteriormente acordado com a troika: um volumoso corte permanente na despesa do Estado. E esta é a segunda missão da equipa da troika, acompanhar e pressionar o Executivo a detalhar, na estratégia orçamental de médio prazo a apresentar até final do mês, como pretende conseguir os 4 mil milhões de euros de poupanças permanentes.

 

O ministro das Finanças falou esta tarde numa breve conferência de imprensa em Dublin sobre as decisões tomadas nas reuniões do Eurogrupo e do Ecofin de hoje, as quais classificou como “muito importantes”, mostrando-se confiante num cumprimento de todas as condições. Se tal acontecer, Portugal ficará então a depender apenas da aprovação por vários parlamentos nacionais das decisões hoje tomadas em Dublin. A meio de Maio tudo poderá estar terminado.

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