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UTAO diz que despesa do Estado não caiu

A Unidade Técnica de Apoio Orçamental (UTAO), que funciona no Parlamento, volta a fazer uma análise muito crítica à execução orçamental do primeiro trimestre. Diz que os números em torno da redução do défice são menos positivos do que parecem e que a dívida dos serviços integrados do Estado até "mais do que duplicou".

Eva Gaspar egaspar@negocios.pt 24 de Maio de 2011 às 09:39
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O mais recente relatório da UTAO promete reacender a “guerra” de números em torno da real dimensão da redução do endividamento público, que aqueceu o frente-a-frente televisivo entre Passos Coelho e José Sócrates.

À conclusão da Direcção-geral do Orçamento de que a despesa efectiva do Estado diminuiu 3% no primeiro trimestre do ano, a UTAO contrapõe que “esta aparente melhor execução da despesa reflecte apenas uma baixa execução do pagamento de juros da dívida pública, que se encontram concentrados no segundo trimestre, bem como uma baixa execução da despesa de capital”.

“Caso os juros e outros encargos fossem pagos de forma regular (de montante idêntico ao longo do ano), a despesa efectiva registaria, em Março, uma taxa de variação homóloga acumulada nula”, lê-se no relatório da UTAO.

Hoje o “Diário Económico” escreve que o Governo adiou despesa pública durante o primeiro trimestre para melhorar o défice do Estado em mais de 200 milhões de euros.

A conclusão decorre do mesmo relatório da UTAO: “A melhor execução na óptica de caixa beneficiou de um crescimento das dívidas dos Serviços Integrados [do Estado], cuja variação mais do que duplicou face ao período homólogo”, mediante “um acréscimo de 205,9 milhões de euros".

“Administração Interna, Ministério dos Negócios Estrangeiros e Ministério das Obras Públicas, Transportes e Comunicações foram os principais responsáveis pelo aumento de dívidas neste subsector, sendo as despesas com pessoal, aquisição de bens e serviços e transferências correntes, os agrupamentos de despesa que mais contribuíram para o acréscimo de dívidas neste período”, acrescenta o relatório.

O “Diário Económico” avança, por seu turno, que em causa estarão atrasos nos descontos de IRS referentes aos funcionários da GNR e PSP, na tutela da Administração Interna, e também o adiamento do pagamento das contribuições e quotas devidas a instituições internacionais, cujo pagamento está a cargo dos Negócios Estrangeiros.

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