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Barroso diz que pacote da energia da CE marca nova revolução industrial mundial

O presidente da Comissão Europeia (CE) está convencido de que a nova estratégia comunitária para a energia vai mudar o Mundo. “Estamos a preparar uma grande revolução industrial, vamos mudar de modelo de desenvolvimento económico, baseado no carbono de ba

Tânia Ferreira tf@negocios.pt 23 de Fevereiro de 2007 às 18:51
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O presidente da Comissão Europeia (CE) está convencido de que a nova estratégia comunitária para a energia vai mudar o Mundo. "Estamos a preparar uma grande revolução industrial, vamos mudar de modelo de desenvolvimento económico, baseado no carbono de baixo custo", declarou Durão Barroso hoje em Lisboa.

Durão Barroso está convencido de que a proposta da CE vai ser aprovada pelos Estados-membros por maioria na generalidade dos projectos, durante a Cimeira da Primavera, a realizar nos dias 8 e 9 de Março.

"Este pacote vai ter um impacto decisivo não só na Europa, como no Mundo. É um decisão que vai afectar a comunidade global", acredita o presidente da CE, salientando num encontro com jornalistas que "esta cimeira vai ficar registada como um dos conselhos europeus históricos". Durão diz mesmo que "pode parecer exagerado, mas não é".

Os EUA, que têm estado arredados da linha de actuação europeia em termos de alterações climáticas, estando mesmo fora do Protocolo de Quioto, estão a mudar de atitude, segundo o presidente da CE. "Querem agora saber se somos realmente capazes de cumprir aquilo que andamos a dizer em termos de alterações climáticas e estão a verificar até que ponto a Europa vai comprometer-se com objectivos ambiciosos de longo prazo", diz o ex-primeiro-ministro de Portugal.

Também a Rússia "quer ver até que ponto somos coerentes quando falamos em aumentar a segurança do abastecimento e reduzir a dependência externa".

Se o pacote for aprovado pelos líderes europeus, Durão Barroso está convencido que estes dois grandes países vão aliar-se à Europa numa estratégia comum de combate às alterações climáticas.

Para o presidente da CE, a política energética vai ser ainda "fundamental no âmbito da declaração de Berlim que deverá ser assinada em Maio", explicando que "não é muito credível dizer que vamos encontrar uma solução para as questões institucionais e depois não fazer mais nada a não ser uma mera declaração de intenções, quando a energia é um assunto crucial"

Se a Europa fixar objectivos claros e de sustentáveis no tempo, até "os investidores vão estar disponíveis para aderir se houver um mercado em que seja rentável investir no longo prazo"

Só o sector do carbono, que movimenta já mais de 20 mil milhões de euros, emprega hoje cerca de 300 mil pessoas.

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