Ambiente Cimeira do Clima à beira do acordo histórico

Cimeira do Clima à beira do acordo histórico

Acordo final previsivelmente só durante a tarde. O ministro dos Negócios Estrangeiros francês , Laurent Fabius, já apresentou as linhas gerais de um acordo que Fabius diz poder ser histórico. Hollande apelou à aprovação.
Cimeira do Clima à beira do acordo histórico
Bloomberg
Alexandra Machado 12 de dezembro de 2015 às 12:11
Em Paris, o final da Cimeira do Clima foi adiado para se poder estabelecer um acordo. Laurent Fabius, ministro dos Negócios Estrangeiros gaulês, apresentou já esta manhã as linhas gerais do acordo. Mas, por agora, pediu aos delegados presentas para irem almoçar. Um acordo final só durante a tarde. Para já, apresentou um documento que, segundo a AP, citada pelo Guardian, tem 20 páginas.

François Hollande, o presidente francês, que se encontra nos trabalhos da Cimeira de Paris pediu, no final, às 195 nações presentes para adoptarem "o primeiro acordo universal sobre o clima", o que seria um acordo "sem precedentes" na história das negociações internacionais sobre a matéria. "A história está a chegar. Na verdade, está aqui".

Conforme vão reportando os jornais presentes em Paris, foi no entanto ao ministro Fabius que coube anunciar as linhas gerais, dizendo que foi uma noite longa de negociações. Fabius, o anfitrião da Cimeira, qualificou o texto de "ambicioso e equilibrado". Segundo o Le Fígaro, Fabius disse mesmo ser "juridicamente mandatório".

Confirma, acrescentou, "os nossos objectivos de limitar a subida da temperatura a dois graus e se possível mantê-lo mesmo nos 1,5 graus". A cada cinco anos os planos nacionais têm de ser divulgados.
Uma decisão anexa ao acordo fixa em 100 mil milhões de dólares a ajuda aos países em vias de desenvolvimento a partir de 2020.

"Se o texto for aprovado [durante a tarde de sábado], representará um momento histórico. Temos aqui uma oportunidade única". Para Fabius "temos de mostrar ao mundo o nosso esforço colectivo e não a soma de acções individuais".

A Fabius, nos discursos, sucedeu Ban Ki-moon, secretário-geral das Nações Unidas, que também fez apelos: "chegámos a um momento decisivo numa longa caminhada de décadas. O documento é histórico. Promete ao mundo um novo caminho, para baixar as emissões tornando o futuro resiliente. Deixem-nos, agora, terminar o trabalho. O mundo inteiro está de olho em nós".




Saber mais e Alertas
pub

Marketing Automation certified by E-GOI