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Já pode denunciar ameaças à qualidade da água

A plataforma interactiva dQa, criada pela Quercus, permite a qualquer cidadão denunciar situações que possam ameaçar a qualidade da água, informação que pode dar origem a fiscalização das autoridades.

Lusa 21 de Janeiro de 2016 às 07:03
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A plataforma "destina-se a receber informação dos cidadãos acerca de situações que possam degradar a qualidade da água", disse à agência Lusa a coordenadora do projecto dQa - Cidadania Para o Acompanhamento das Políticas Públicas da Água, desenvolvido pela Quercus ao longo dos últimos dois anos.

Carla Graça salientou o interesse de autoridades na área da água, como a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) e Administrações de Regiões Hidrográficas (ARH), para consultarem e tratarem as informações que chegam à plataforma, e averiguarem a ameaça.

O cidadão só tem de registar-se na plataforma, já a funcionar, e pode assinalar no mapa de Portugal o "ponto crítico" para a água e descrever a situação.

A plataforma é uma das iniciativas do projecto dQa, desenvolvido pela Quercus ao longo dos últimos dois anos, e que "constituiu uma oportunidade de colaboração" entre Organizações Não Governamentais (ONG), entidades públicas e cidadãos para concertar esforços na melhoria e salvaguarda da qualidade dos recursos hídricos, "agora fortalecidos pela ferramenta online criada", refere a Quercus.

A associação de defesa do ambiente apresenta hoje os resultados do projecto, uma parceria com a APA, a Entidade Reguladora dos Serviços de Água e Resíduos (ERSAR) e com o apoio do Programa Cidadania Activa, financiado pelos EEA Grants (Noruega, Islândia e Liechtenstein).

Entre as iniciativas para sensibilizar os decisores políticos e incentivar a participação dos cidadãos em questões relacionadas com a disponibilidade e qualidade da água estão acções junto de decisores políticos e dirigentes da Administração Pública, nomeadamente para alertar para a necessidade de cumprir a meta de 90% da população portuguesa coberta por sistemas de saneamento.

Carla Graça apontou o exemplo da apresentação realizada ao anterior ministro do Ambiente de uma solução de saneamento para aglomerados dispersos, uma micro ETAR (estação de tratamento de águas residuais), a que se juntam a peça de teatro de rua "A culpa é do Tubo Ladrão", a libertação de peixes na Ribeira de Grândola, ou a participação na Manifestação em Defesa do Tejo.

Foi criado um barómetro e um ranking relativos ao serviço prestado pelas entidades gestoras de serviços de saneamento, um sistema de emissão de posições públicas relativo a procedimentos de Avaliação de Impacte Ambiental e uma acção em rede para a monitorização da qualidade da água, com uma campanha de monitorização de sete sub-bacias hidrográficas de rios e ribeiras considerados problemáticos.

Através da figura aQQua - Activista Quercus pela Qualidade da Água, a Quercus envolveu ainda mais de 30 voluntários para a monitorização e vigilância de cursos de água, com acções de formação.
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