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Petrolíferas investem mil milhões de dólares em sistema para evitar novos acidentes

A Exxon Mobil e a Royal Dutch Shell juntaram-se a mais duas companhias, num investimento de mil milhões de dólares (780 milhões de euros), para projectar e construir um sistema que previna novos derrames no Golfo do México.

Cada uma das quatro petrolíferas (Exxon, Shell, Chevron e Conoco Philips) contribuirá com 250 milhões de dólares (195 milhões de euros) para constituir uma empresa sem fins lucrativos – a Marine Well Containment Co. (numa tradução literal, “Empresa de Contenção de Poços Marítimos”) – cujo objecto será o de produzir e gerir o novo equipamento.

O novo sistema de contenção será projectado e construído nos próximos 12 a 18 meses, e terá a capacidade para conter derrames até 100.000 barris por dia, em profundidades até 3.048 metros, de acordo com um comunicado das empresas envolvidas a que a Bloomberg teve acesso.

As quatro companhias já se encontram a trabalhar com o governo norte-americano há seis semanas, de acordo com Jim Mulva, CEO da Conoco Philips. Recorde-se que o Macondo, poço onde se deu o desastre com a plataforma da BP, Deepwater Horizon, se encontrava a um profundidade de aproximadamente 1500 metros, tendo derramado uma quantidade não superior a 100.000 barris por dia.

Esta iniciativa surge na sequência de a indústria petrolífera ter estado sob “fogo cerrado” dos legisladores norte-americanos que acusaram as petrolíferas de não estarem devidamente preparadas para acidentes como aquele que ocorreu a 20 de Abril passado. Alan Jeffers, porta-voz da Exxon, em declarações à Bloomberg, afirmou que “a Exxon Mobil está a assumir a liderança na fase de construção”, adiantando ainda que irão “desafiar outras petrolíferas a juntarem-se no projecto.

Os que optarem por não se juntar a nós poderão ter acesso ao equipamento através de acordos comerciais”. A ausência da BP do grupo de empresas foi justificada por Jim Mulva, CEO da Conoco Philips, com o facto de a empresa britânica estar agora mais preocupada em remediar o acidente ocorrido, do que em prevenir que novos aconteçam.

“Eles [a BP] foram informados daquilo que as quatro empresas estavam a fazer. Quando o incidente no Macondo estiver definitivamente resolvido, e o poço estiver “morto”, contamos que a BP se junte a nós”, adiantou Mulva.

Para Rex Tillerson, presidente e CEO da Exxon Mobil, “a extensa experiência da industria [petrolífera] mostra que quando a atenção está em conduzir operações seguras com uma boa gestão de riscos, acidentes como aquele a que estamos a assistir no Golfo do México, não deverão ocorrer. Se fizermos bem o nosso trabalho, o sistema nunca será usado”.
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