Tarifas dos táxis sobem 4,8% a partir de 22 de Junho

As tarifas cobradas pelos táxis vão sofrer um aumento médio de 4,8% já a partir de 22 de Junho, anunciou a Federação Portuguesa do Táxi (FPT).
Nuno Carregueiro 07 de Junho de 2006 às 07:27

As tarifas cobradas pelos táxis vão sofrer um aumento médio de 4,8% já a partir de 22 de Junho, anunciou a Federação Portuguesa do Táxi (FPT).

Segundo a FPT, a actualização com a «Convenção e sistema tarifário para o ano 2006», que entra em vigor às 00:00 do dia 22 de Junho, «corresponde a um aumento médio de 4,8%». Foi ontem assinada a Convenção de preços, entre a Direcção-Geral da Empresa e as associações representativas do sector, que estabelece o preçário para a prestação do serviço de transporte de passageiros em táxi.

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O sector já tinha reclamando aumentos nas tarifas, devido ao aumentos dos combustíveis, que representam 24% dos custos de exploração do negócio.

«Foram vários os factores considerados para o acordo alcançado com as associações e que se traduz agora nesta Convenção. Desde logo, o preço dos combustíveis. Entre Abril de 2005 e Maio de 2006, os combustíveis sofreram um agravamento de 21,5%», refere um comunicado do Ministério da Economia.

«Além disso, nos últimos dois anos, os aumentos dos preços do serviço de táxi foram inferiores aos ocorridos nos transportes urbanos. Em 2004, os transportes urbanos aumentaram 6,9%, os táxis aumentaram 3,4%. De igual modo, em 2005 os transportes urbanos aumentaram 7,8% e os táxis 4,8%», refere a mesma fonte.

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Na tarifa urbana, a bandeirada diurna mantém-se em 2 euros, subindo de 2,35 para 2,50 euros de noite. O preço por quilómetro de dia é de 0,40 euros e de noite passa para 0,48 euros.

De acordo com o «Correio da Manhã», o preço da hora de espera fixa-se nos 10,24 euros (variava entre os 9,50 e os 9,90 euros), mantendo-se o preço do serviço à hora nos 8,35 euros.

Procedeu-se também a uma simplificação do sistema tarifário, que se traduziu numa redução do número de tarifas e na eliminação das designações identificadoras do serviço nocturno/sábados, domingos e feriados. Em consequência, as tarifas passarão a ter as seguintes designações; tarifa 1 (urbana), tarifa 3 (ao quilómetro com retorno em vazio) e tarifa 5 (ao quilómetro com retorno ocupado).

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A tarifa à hora, ainda bastante utilizada no interior do País, vai manter-se, passando a ser identificada pelo algarismo seis.

As associações do sector pediam um aumento médio da ordem dos 9,2%, de modo a fazer face a uma subida dos preços do combustível que, desde Abril de 2005 até Maio de 2006 sofreram um agravamento da ordem dos 21,5%.

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