Autarquias A mini-cidade que Medina projecta para os terrenos da Feira Popular

A mini-cidade que Medina projecta para os terrenos da Feira Popular

Fernando Medina já apresentou os planos para os terrenos da antiga Feira Popular, e outras áreas circundantes. Quer ver nascer ali espaços para escritórios, jardins, habitações e equipamentos sociais.
Margarida Peixoto 17 de maio de 2018 às 11:05
Chama-se Operação Integrada de Entrecampos e é "uma das maiores operações urbanísticas que Lisboa conheceu nas últimas décadas", garantiu Fernando Medina, na apresentação dos planos que tem para os antigos terrenos da Feira Popular, e zona envolvente. O objectivo é reabilitar aquela zona nobre da capital, dando à cidade mais espaço para escritórios, mais zonas verdes, habitação e equipamentos sociais.

Segundo a Câmara Municipal de Lisboa, o plano de Medina abrange cerca de 25 hectares, em que o "coração do projecto" fica nos antigos terrenos da Feira Popular. Estes terrenos serão divididos em três para ir a hasta pública, mas o projecto, uma vez aprovado, terá de ser respeitado pelos futuros investidores.
 
Ali, onde há uns anos giravam os carrosséis, Medina quer agora ver escritórios com 15 mil empregos e um novo jardim, que ocupará cerca de um terço do que era a Feira e criará uma continuidade com o jardim do Campo Grande.

Contando com a área envolvente, os planos da câmara incluem 279 fogos de habitação em regime de venda livre (o que quer dizer que tanto poderão ser vendidos como arrendados livremente no mercado), 700 fogos de habitação a renda acessível, um centro de serviços, uma "ampla área de comércio, privilegiando as lojas de rua, e uma extensa área de espaços verdes", segundo explica a autarquia no seu site.

Estão previstas também três creches e um jardim de infância, uma unidade de cuidados continuados, centro de dia e lar. Além disso, será "preservada a memória do Teatro Vasco Santana e construída uma galeria de arte", promete a câmara.

Conforme explicou Fernando Medina, a primeira parte do plano a chegar ao terreno será a conversão dos prédios da segurança social ao longo da avenida da República que estão actualmente ocupados com escritórios. A câmara vai comprar estes prédios, reabilitá-los e transformá-los para habitação. Chegarão ao mercado "ao longo do ano de 2019", garantiu o presidente da autarquia.

O investimento total atingirá os 800 milhões de euros, dos quais cerca de 100 milhões serão investidos directamente pela câmara de Lisboa.



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