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António Costa: Eleições têm de ser momento de mudança no país

O presidente da Câmara de Lisboa afirmou hoje que as eleições autárquicas de setembro têm de ser um “momento de mudança” do país e acusou os candidatos do PSD de tentarem disfarçar a sua cor política.

Bruno Simão/Negócios
Lusa 22 de Junho de 2013 às 16:56
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“Estas eleições são para as freguesias e os municípios, mas têm de ser um momento de mudança, de dizer que é necessário outras políticas. Eles bem tentam disfarçar, até escondem o emblema, mas não escondem a ninguém: os candidatos do PSD são do Governo e desta política que querem levar a cada município e a cada freguesia”, afirmou António Costa, no seu discurso na Convenção Nacional Autárquica do PS, que decorre esta tarde no Coliseu de Lisboa.

 

Considerando que as eleições vão ocorrer “num momento muito dramático para o país, para as famílias e as empresas”, António Costa apelou a uma “agenda anticrise em comum” aos candidatos socialistas.

Para combater a crise, o presidente da Câmara da capital sugeriu “uma agenda de grande proximidade” com as populações e uma “gestão muito rigorosa”, concentrada nas crianças e nos idosos.


“Mas a prioridade, como disse ontem [na sexta-feira] o nosso secretário-geral, é o emprego, emprego, emprego. É preciso combater o desemprego em Portugal”, afirmou.


António Costa defendeu ainda uma proatividade por parte dos autarcas na procura de investimento e disse que os fundos europeus “são claramente a única verba” que o país “pode ter como certa e segura com poder de alavancar o investimento”.


“Só falta agora que o Governo comece a aparecer e aproveitar os fundos comunitários, na elaboração daquilo que devia estar acordado para que não percamos tempo”, criticou.


Nas críticas ao Governo, o presidente da Câmara de Lisboa disse que a reforma do Estado deve começar por uma “descentralização que é preciso fazer para reforçar competências” às autarquias locais.


“A reforma do Estado não é abrir corrida contra relógio para retirar o subsídio de férias, não é encerrar organismos a eito, não é fechar freguesias a régua e esquadro”, criticou.


António Costa recordou a reforma administrativa de Lisboa, onde a redução de freguesias foi acompanhada por um aumento de verbas e de competências, apelando a que o mesmo aconteça pelo país para obter “mais eficiência” na gestão dos serviços públicos.


O recandidato à Câmara de Lisboa elogiou o “património autárquico” do partido e deixou uma palavra de incentivo aos socialistas que se candidatam pela primeira vez.


“As pessoas, o país e a economia precisam de autarquias lideradas pelo PS”, disse.


Também o líder da Federação da Área Urbana de Lisboa (FAUL) do PS, Marcos Perestrello, criticou o Governo, “a vergonha” dos candidatos do PSD, “a anulação” do Presidente da República enquanto poder moderador e “o bloqueio” dos partidos à esquerda do PS, referindo-se ao PCP e ao Bloco de Esquerda.


“O PS vai a votos sem arrogância, na certeza de que não há vitorias antecipadas”, afirmou. 

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