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Câmara do Porto acusa Menezes de “ver o argueiro no olho do outro, mas não a trave no seu”

“Apoiar um candidato destes seria para mim indigno, incoerente e até uma contradição com a visão que tenho da social-democracia. Desejo melhor sorte para o Porto e para os portuenses”, afirma Matilde Alves, vereadora da Câmara do Porto, num violento comunicado contra o PSD e Luís Filipe Menezes, enviado às redacções pelo gabinete de comunicação da autarquia.

Rui Neves ruineves@negocios.pt 18 de Julho de 2013 às 20:18
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“O ainda candidato a candidato à presidência da Câmara Municipal do Porto deturpa a verdade muito para além do que é eticamente aceitável no discurso político, ferindo mesmo o limite a que a coerência partidária o obriga”, afirma Matilde Alves, vereadora da Habitação do Executivo liderado por Rui Rio.

 

Num comunicado bastante duro sobre as críticas de Luís Filipe Menezes em relação à área de que ainda é vereadora, Matilde Alves não poupa o candidato do seu partido à Câmara do Porto. “Não posso nem devo silenciar a indignação causada por estas declarações, nem devo alienar a defesa do PSD, do verdadeiro PSD, ao abrigo do qual sempre me candidatei”, enfatiza.

 

Considera que Menezes “deveria também cuidar um pouco mais da coerência do discurso político no seio do partido em nome do qual se pretende candidatar, caso o tribunal o autorize, como pretende”.

 

E questiona: “Não é verdade que o dr. Luís Filipe Menezes, enquanto candidato do PSD, é apoiado por um partido que sempre louvou e aplaudiu, com entusiasmo, o programa de reabilitação e a política de gestão do executivo municipal para os bairros municipais? E que foi esse mesmo partido que pediu reiteradamente aos portuenses a confirmação dessa política através do voto?”

 

Resposta da própria Matilde Alves: “Como é que agora defende exactamente o contrário – que foi tudo mal feito, que as obras são más, defeituosas, que são ‘só de fachada’, e que os moradores foram atirados para uma vida de abandono e miséria? Se assim fosse, então o PSD teria enganado intencionalmente os portuenses quando lhes pediu de novo o voto em 2005 e 2009 para a reeleição do actual executivo”, conclui. E ironiza: “O Dr. Luís Filipe Menezes vê o argueiro no olho do outro, mas não a trave no seu”.

 

Para a ainda vereadora da Habitação da Câmara do Porto, Menezes “andaria melhor se deitasse contas à gerência e reflectisse na pesada herança financeira que deixa a quem lhe suceder no município de Gaia”.

 

Aliás, prossegue Matilde Alves, “entende-se mal que o partido que suporta o Governo se queixe da pesada dívida que os outros lhe deixaram e, simultaneamente, apoie para a segunda cidade do país um autarca que, no município de Gaia a que ainda preside, tenha feito bem pior do que aquilo que o mesmo governo imputa aos seus antecessores”.

 

Por tudo isto, “e pelo resto que aqui não cabe, seria para mim um acto de indignidade e oportunismo apoiar quem ao longo do tempo tem manifestado oposição a tudo aquilo que o actual Executivo tem feito, em particular no pelouro que há muitos anos me cabe orgulhosamente dirigir”, enfatiza.

 

Remate final de Matilde Alves: “Apoiar um candidato destes seria para mim indigno, incoerente e até uma contradição com a visão que tenho da social-democracia. Desejo melhor sorte para o Porto e para os portuenses.”

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