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Debates sobre Colina de Santana terminam com críticas e pedidos de suspensão

O projecto da Câmara de Lisboa para o futuro da Colina de Santana voltou esta terça-feira a ser criticado na Assembleia Municipal (AM), principalmente devido ao encerramento dos hospitais da zona, e foram vários os pedidos de suspensão.

Miguel Baltazar/Negócios
Lusa 11 de Março de 2014 às 22:38
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O Projecto Urbano da Colina de Santana abrange cerca de 16 hectares e os espaços dos hospitais de São José, Miguel Bombarda, Capuchos, Desterro, Santa Marta e o espaço do convento de Santa Joana (actual 9.ª Esquadra de Criminalidade/Trânsito da PSP), para os quais o documento apresenta um programa da responsabilidade da Estamo (imobiliária de capitais públicos, proprietária dos imóveis e dos terrenos em causa).

 

No quinto e último debate sobre o futuro da Colina de Santana promovido pela AM foram apresentadas as conclusões dos quatro debates temáticos realizados.

 

A necessidade de se preservar o património, a reabilitação do edificado e o encerramento daquelas unidades hospitalares, que serão substituídos pelo futuro hospital de Todos os Santos, estão entre as maiores preocupações, quer dos intervenientes nos debates, quer do público presente.

 

Da parte dos partidos representados na AM, o deputado municipal Vítor Gonçalves, do PSD, disse que a Colina de Santana "carece de intervenção urgente", que deve ser feita para "valorizar a qualidade de vida dos atuais e futuros moradores".

 

Para Maria Luís Aldim, do CDS-PP, é "óbvia a necessidade de intervenção e reabilitação na Colina de Santana", mas terá de ser planeada de outra forma.

 

Em declarações à agência Lusa, o presidente da concelhia e vereador na câmara, João Gonçalves Pereira, disse que o projecto da autarquia devia privilegiar a reabilitação urbana em detrimento da construção nova e que devem ser criadas estruturas de unidades de cuidados continuados e paliativos, lares, creches, residências universitárias, cantinas para universitários e equipamentos desportivos, entre outros. "Não coloco objecções aos hotéis e aos condomínios privados. Não pode é ser só isso", acrescentou.

 

Do lado do PCP, Carlos Silva Santos, foi bastante crítico com o fecho dos hospitais, afirmando que "é lá que estão os serviços de excelência nacionais", e recomendou a suspensão do licenciamento urbanístico.

 

Para a deputada Isabel Pires, do BE, o modelo da câmara "só irá prejudicar população", enquanto Sobreda Antunes, do Partido Ecologista Os Verdes (PEV), considerou que esta é "uma oportunidade de negócio financeiro para o Governo e privados.

 

António Arruda, do Movimento Partido da Terra (MPT), disse claramente ser "contra o encerramento dos hospitais" e Miguel Santos, do Partido dos Animais e Natureza (PAN), defendeu a renovação dos centros de saúde da zona.

 

Pelos deputados independentes, Fernando Nunes da Silva pediu para não se transformar aquela zona "em mais uma área de hotelaria", enquanto Rita Neves, do PS, defendeu o projecto, afirmando que na Colina de Santana "só não pode haver lugar para preconceitos".

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