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Medina: Não há obra nem iniciativa política sem crítica

O presidente da Câmara de Lisboa afirmou hoje que não há obra nem iniciativa política sem crítica, ao inaugurar as obras do eixo central da cidade, que limitaram o trânsito e representaram um investimento de 7,5 milhões de euros.

O presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Fernando Medina, lamentou 'com profunda tristeza' a morte do antigo Presidente da República Mário Soares, 'o pai da Democracia' em Portugal, cujo legado deve ser protegido. Em declarações à Lusa, Fernando Medina referiu ter recebido 'com profunda tristeza' a notícia da morte de 'uma das figuras maiores da História e das últimas décadas da vida' de Portugal. Para o autarca socialista, o que os portugueses devem a Mário Soares 'não é fácil de enumerar'. 'Mário Soares lutou pela Democracia, pela Liberdade, esteve preso, esteve exilado, bateu-se para que Portugal fosse um estado democrático e que aderisse às comunidades económicas europeias', destacou.
Fernando Medina salientou que Soares 'não esteve sozinho, teve ao seu lado dezenas, centenas, milhares de resistentes antifascistas, de portugueses, de patriotas, que defenderam e construíram a Democracia ao seu lado depois do 25 de Abril', mas, 'é figura cimeira, a figura de referência, o pai da Democracia' em Portugal.
O presidente da Câmara de Lisboa considera que 'nenhuma homenagem será suficiente para honrar aquilo que Mário Soares deixa'. No entanto, 'há algo que as novas gerações, que tiveram a felicidade de nascer, de crescer, de viver sempre na Democracia, por quem ele tanto se bateu', podem fazer: 'prosseguir a luta pelo seu legado, o legado da Liberdade, da Democracia, da Justiça, do Desenvolvimento, da Tolerância'.
'São esses valores muito importantes, muito marcantes, muito fortes que são o seu fundamental legado e que nos caberá agora a todos saber proteger', disse.
Lusa 22 de Janeiro de 2017 às 15:20
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"Se não a fizéssemos [a obra] também teríamos crítica", disse Fernando Medina, fazendo um balanço da intervenção: "É um espaço com passeios mais largos, mais 750 árvores plantadas, mais de 400 passadeiras rebaixadas, mais esplanadas e fruição do espaço público".

 

Fernando Medina insistiu que a intervenção foi feita para "devolver o espaço público às pessoas", no seguimento do projeto aplicado na avenida Duque de Ávila, situada nas imediações do eixo que compreende a avenida da República, a praça do Saldanha e a avenida Fontes Pereira de Melo.

 

"Esta é talvez a mais emblemática, de maior dimensão, mas é isto que queremos fazer em toda a cidade", declarou o autarca, remetendo o estacionamento para os lugares disponíveis em parques subterrâneos.

 

Face às críticas da oposição e também expressas por moradores e comerciantes, Fernando Medina respondeu que os impactos serão minorados e que o comércio sairá a ganhar.

"Veja-se o que aconteceu no Terreiro do Paço, ao retirar os carros surgiram os restaurantes", referiu.

 

O autarca sublinhou que a obra tem vários aspetos a seu favor, como ter acabado "dentro dos prazos e dos orçamentos".

 

Em declarações à agência Lusa no local, o vice-presidente da Associação de Restauração e Similares de Portugal (AHRESP) manifestou-se favorável a um aumento do espaço para esplanadas.

 

"Vimos com muito agrado a remodelação deste espaço", afirmou Júlio Fernandes, defendendo condições para a instalação de mais esplanadas na cidade, nomeadamente ao nível do processo burocrático.

 

A associação pretende ver realizado este ano "um grande concurso" sobre as esplanadas de Lisboa.

 

Sobre o espaço agora alvo de remodelação, o empresário afirmou que alguns dos mais emblemáticos estabelecimentos da cidade estão a modernizar-se para instalar esplanadas "ao nível do que de melhor se faz na Europa".

 

A Câmara de Lisboa assinala hoje o fim das obras no Eixo Central da Cidade com atividades desportivas e animação de rua, num investimento que ronda os 50.000 euros.

O trânsito está interrompido entre a avenida João Crisóstomo e a avenida Tomás Ribeiro, até às 20:00, o mesmo se passando com as faixas centrais da avenida da República, onde os residentes podem circular nas laterais.

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