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Nova Feira Popular de Lisboa vai levar à relocalização de hortas urbanas

A nova Feira Popular de Lisboa, localizada na freguesia de Carnide, vai levar à relocalização de várias dezenas de hortas comunitárias para um local ainda em estudo, anunciou a Câmara Municipal.

Lusa 28 de Setembro de 2016 às 22:31
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O vereador da Estrutura Verde do município afirmou esta quarta-feira, 28 de Setembro, em reunião pública do executivo camarário, que, "neste momento, estão a ser estudadas duas localizações" para as hortas que actualmente se encontram nos terrenos onde nascerá a Feira Popular, opções que foram "vistas com o presidente da Junta de Freguesia de Carnide.

 

Segundo José Sá Fernandes, estes locais "têm de ser arranjados e reordenados", dado que "um até já lá tem outras hortas. "Estamos a finalizar o estudo prévio para estas localizações", apontou o responsável, apontando a mudança das hortas "até Março ou Abril" de 2017.

 

Sendo que as pessoas terão de deixar as hortas em Outubro, Sá Fernandes afirmou que "vai haver um período de tempo em que as pessoas não terão horta, mas saberão que irão ter".

 

A questão foi levantada pelo vereador do PCP João Ferreira, para quem "não chega dizer que daqui a uns meses a situação estará resolvida", até porque "algumas podem ter de sair sem lhes ser assegurado nada".

 

Tomando a palavra, o presidente do executivo, Fernando Medina (PS), referiu que a Câmara "não pode garantir hoje que vai ter solução para tudo", considerando que a situação será gerida "caso a caso".

 

No período da reunião destinado a intervenções do público, o munícipe José Frias pediu ao executivo para "não desalojar as hortas enquanto não houver alternativas", dado que constituem "uma ajuda para sustentar a família".

 

Na reunião, foi também anunciada a criação de mais 160 lugares de estacionamento na zona da Graça, na Rua Damasceno Monteiro, onde funciona a Unidade de Apoio Geral da Guarda Nacional Republicana [GNR].

 

Após uma primeira fase de obras - que se iniciará em Outubro, estando prevista "a demolição de edifícios" - ficarão disponíveis 80 lugares, precisou o vereador do Urbanismo do município. Numa segunda fase, ficarão disponíveis mais 80 lugares, disponíveis através da entrada da parada do quartel.

 

Manuel Salgado não quis, porém, comprometer-se com datas para a disponibilização do estacionamento. "Com esta oferta de 160 lugares de estacionamento na zona, aumentamos significativamente o número de lugares que existiam antes das obras na zona da Graça", defendeu o mesmo responsável.

 

Na freguesia de São Vicente, a Empresa Municipal de Mobilidade e Estacionamento de Lisboa (EMEL) explora um parque de estacionamento localizado no Quartel da Graça do Regimento de Sapadores Bombeiros (RSB).

 

Sobre este parque, o vereador do PCP Carlos Moura levantou a questão de "a entrada e saída dos carros ser conflituante com a entrada e saída dos veículos de emergência". Em resposta, Salgado anunciou para o próximo mês a construção de "uma entrada autónoma no parque para evitar [tais] conflitos".

 

Ainda no período antes da ordem do dia da reunião pública do executivo, o vereador do CDS-PP João Gonçalves Pereira questionou a maioria socialista sobre qual "o ponto de situação relativamente ao direito de preferência do quarteirão onde se insere o Estrela Hall", espaço que os acolhe e que se insere num quarteirão que será alienado a um investidor privado.

 

Em resposta, o vereador do Urbanismo afirmou que "não houve direito de preferência porque até hoje não apareceu na plataforma dos direitos de preferência nenhuma transacção para a Câmara manifestar o seu interesse".

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