Autarquias Obras no Eixo Central de Lisboa tiram 60 lugares no Saldanha

Obras no Eixo Central de Lisboa tiram 60 lugares no Saldanha

A Câmara de Lisboa começou esta terça-feira as obras no Eixo Central, entre a Avenida Fontes Pereira de Melo e Entrecampos, e o presidente da autarquia, Fernando Medina, afirmou que, no total, esta intervenção vai eliminar 60 lugares de estacionamento na praça do Saldanha.
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Bruno Simões 03 de maio de 2016 às 11:49
As obras nas principais avenidas do centro de Lisboa arrancaram esta terça-feira e devem estar concluídas em Fevereiro de 2017, afirmou esta terça-feira, em conferência de imprensa, o presidente da câmara Fernando Medina. O objectivo desta intervenção é aumentar os passeios, os espaços verdes e incluir ciclovias para "melhorar o usufruto dos cidadãos nesta zona de Lisboa".

 

Os moradores da zona têm feito várias críticas ao projecto, especialmente por causa do eliminação de lugares de estacionamento. Depois de, inicialmente, a câmara ter apontado para o fim de 300 lugares, esta manhã Fernando Medina divulgou um número bem mais reduzido, devido às alterações que foram feitas ao projecto. "Situamos em cerca de 60 o número global de lugares que é perdido", informou, sinalizando que essa redução de lugares estará "exclusivamente" concentrada na praça Duque de Saldanha.

 

Segundo explicou o autarca, a zona a sul do Saldanha, na avenida Fontes Pereira de Melo, não vai ter nenhuma alteração a nível do estacionamento, e na zona a Norte, na Avenida da República e Entrecampos, haverá até um ganho de sete lugares. Algo que apenas foi possível porque a autarquia desistiu de construir ciclovias nos dois lados da Avenida da República, com a via dedicada a bicicletas a existir em apenas um dos lados.

 

Para Fernando Medina, a redução de lugares no Saldanha não terá um impacto muito grande porque é "uma zona muitíssimo bem servida de parques de estacionamento", quer no Saldanha Residence, no Monumental, na Maternidade Alfredo da Costa e até "um pouco mais acima no largo ao Arco do Cego" e "ainda no Campo Pequeno". A câmara chegou ainda a acordo com alguns desses parques cobertos, colocando ao dispor dos moradores uma avença mensal de 25 euros para estacionar a viatura.

Para Fernando Medina esta obra é uma das
Para Fernando Medina esta obra é uma das "mais importantes para a modernização e humanização da cidade".
Miguel Baltazar/Negócios

 

O autarca estima que ao período "mais delicado" para os automobilistas por causa das obras se viva "nos primeiros três meses", mas para isso será feito um reforço do policiamento para "assegurar a fluidez do trânsito". Será precisamente nos primeiros três meses da obra que a Avenida Fontes Pereira de Melo ficará sem duas faixas, uma em cada sentido - trata-se das as actuais faixas "bus", dedicadas a transportes públicos.

 

Os transportes públicos passarão, pois, a partilhar uma das duas faixas em cada sentido que vão restar nesta avenida, que liga o Saldanha ao Marquês de Pombal.

 

Calçada portuguesa vai ser reforçada no eixo central

 

Esta obra vai "mudar a forma como vivemos Lisboa" e é um dos projectos "mais importantes para a modernização e humanização da cidade", explica Fernando Medina, deixando uma pergunta: "Já imaginou o que é a praça do Saldanha com esplanadas?". O objectivo da intervenção é aumentar o usufruto da cidade e o acesso ao comércio local.

 

A calçada portuguesa vai ter um papel de destaque. "Este é provavelmente o projecto que, nos últimos anos, mais calçada portuguesa vai introduzir na cidade", garante o vereador, sublinhando que o desenho e os padrões estão a ser estudados e vão ser introduzidos ao longo das avenidas da República e Fontes Pereira de Melo, bem como "de forma especial" na zona do Saldanha.


(Notícia actualizada às 11:56 com mais informação)



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