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Ruas admite que montante global das dívidas dos municípios possa atingir 12 mil milhões

O presidente da Associação Nacional de Municípios admitiu hoje que a dívida global das autarquias portuguesas possa atingir os 12.000 milhões de euros avançados pelo ministro Miguel Relvas, mas recusa "especulações" até que sejam conhecidos valores finais.

Lusa 20 de Março de 2012 às 14:53
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Em declarações à agência Lusa, o presidente da Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP), Fernando Ruas, disse que o Governo pode ter na sua posse informação que a associação ainda desconhece, e que, com base nos dados enviados pelas autarquias sobre o valor das suas dívidas, tenha chegado a um montante global de 12.000 milhões de euros.

"Admito [que seja esse o valor], como admito o contrário, de ser menor. Acho é que é determinante saber-se exactamente qual é a dívida dos municípios, e é a essa que vamos dar resposta. Admito qualquer possibilidade", afirmou Fernando Ruas.

O presidente da ANMP relembrou a carta enviada pelos ministros das Finanças e dos Assuntos Parlamentares a exigir às autarquias o envio dos valores das suas dívidas para uma avaliação nacional e sublinhou que o trabalho de contabilização da dívida já está feito pelo Governo, mas é ainda desconhecido da associação dos municípios.

O ministro dos Assuntos Parlamentares disse na segunda-feira que a dívida global dos municípios e empresas municipais "andará nos 12.000 milhões de euros" e que a de curto prazo, ainda em apuramento, "nunca será inferior a 3.000 milhões" de euros.

Já hoje, o vice-presidente da ANMP António José Ganhão, em declarações à Lusa, disse que os valores divulgados por Miguel Relvas seriam resultado de "um erro de informação".

Questionado sobre se concordava com a posição do vice-presidente da ANMP, Fernando Ruas preferiu citar o secretário de Estado da Administração Local para defender que "qualquer coisa que se dissesse neste âmbito era especulativo" e que "não vale a pena especular sobre esta matéria".

Fernando Ruas recusou, no entanto, atribuir qualquer caracter especulativo às palavras de Miguel Relvas.

Apesar das divergências quanto aos montantes globais em dívida, o presidente da ANMP voltou a sublinhar que as contas da associação apontam para dívidas dos municípios na ordem dos 9.000 milhões de euros.

Tal como António José Ganhão, o presidente da ANMP defendeu que a maior preocupação da associação se prende com a dívida a curto prazo superior a 90 dias, com cifras à volta de 1.500 milhões de euros e que "colide directamente com os interesses da economia local".

"Isso é que nos preocupa. Havemos de chegar à solução em breve", afirmou, sublinhando que a dívida de curto prazo superior a 90 dias é a que realmente levanta preocupações aos municípios.

Fernando Ruas explicou que a dívida de curto prazo inferior a 90 dias decorre das despesas e pagamentos correntes comum a qualquer instituição. Relativamente à dívida de médio e longo prazo, o presidente da ANMP desvalorizou considerando que, uma vez titulada pela banca, teve o seu previamente avaliado pelas instituições bancárias.

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