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Rui Rio diz que empresas municipais do Porto "não devem um tostão à banca"

O presidente da Câmara do Porto disse na segunda-feira à noite que a autarquia tem uma dívida bancária de "105,9 milhões de euros" e as empresas municipais e fundações "não devem um tostão à banca, o que é relevante".

Lusa 18 de Setembro de 2012 às 07:51
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Rui Rio, que falava na Assembleia Municipal, afirmou depois que "há muitas autarquias que escondem a dívida nas empresas municipais"

"O IMI tem uma quebra muito acentuada", caindo mais do que a "projecção prudente" que a Câmara havia feito.

Na sua intervenção, o autarca informou também que "estará pronto em breve" um estudo da Universidade do Porto sobre "cláusulas de salvaguarda" dos interesses regionais no que toca ao aeroporto do Porto e à sua possível privatização juntamente com os restantes aeroportos nacionais.

"Se for possível", a sua preferência é a privatização separada e não em bloco.

Rio queixou-se também de ser "quase impossível gerir um orçamento se a meio do jogo alterarem os pressupostos, como aconteceu em Abril quando as câmaras souberam que lhes vai ser retirado 5% do IMI".

"Assim é difícil", comentou, recordando que a Câmara ficou também sem um financiamento de quatro milhões de euros do Prohabita, que eram para ser investidos na recuperação de bairros sociais.

Desse modo, a autarquia perdeu seis milhões de euros.

O autarca recordou também que o Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana (IRHU) disse não poder cumprir com a sua parte no investimento acordado para o Bairro do Lagarteiro, mas neste caso não há reflexo orçamental porque "a obra não está no terreno".

O IRHU alegou que se encontra numa situação financeira complicada.

A propósito, o representante da Junta de Freguesia de Campanhã afirmou que "os ânimos começam a ficar exaltados" entre os moradores nos cinco blocos daquele bairro que não têm obras, ao contrário que já sucedeu comos restante oito blocos.

"As pessoas sentem-se injustiçadas", resumiu o mesmo eleito.

O deputado da CDU Artur Ribeiro considerou que "Rui Rio fez muitas críticas certeiras" ao Governo PSD-CDS/PP.

"Parecia eu", comparou mesmo, referindo que "é preciso dizer ao Governo que respeite os seus compromissos.

Artur Ribeiro contou depois que visitou recentemente o Bairro da Fonte da Moura e o que lá viu "é uma vergonha" devido às obras que ali decorrem.

"Ninguém consegue entrar naqueles prédios. Não me lembro de uma visita com tanta gente indignada", salientou.

Rio respondeu-lhe que "estão 13 blocos em obras", o que explica a situação que Artur Ribeiro testemunhou.

Ainda sobre habitação social, os deputados aprovaram uma moção do PS que "reclama do Governo a conclusão das obras no Bairro de Contumil e exige a continuidade das obras de reabilitação previstas nos bairros da cidade".

A Assembleia Municipal do Porto volta a reunir dia 24, às 17:00, na Biblioteca Almeida Garrett, para discutir a reforma administrativa.

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